O Santos vem dando mostras que está no caminho certo. E nada melhor do que usar o Campeonato Paulista para tal. A confirmação pode vir nesta quarta-feira frente ao Inter.
Muricy teve habilidade para montar seu time titular sem conturbar o ambiente, já que Elano e Leo, que possuem história no clube, "forçavam" suas escalações prejudicando o time. O treinador bancou a recuperação de Íbson e contou com o reforço do experiente Juan, para justificar o afastamento de ambos.
A chegada de Fucille também ajudou a equilibrar a equipe. O lateral uruguaio marca primeiro para depois se lançar ao ataque, facilitando o trabalho do sistema defensivo e ao mesmo tempo dando espaço para Íbson se movimentar na hora de atacar.
O resto do time, talvez com exceção de Henrique que ainda carrega algumas restrições, qualquer criança de cinco anos sabe quem deve atuar.
CONTRATAQ - É um blog destinado ao futebol, com postagens divididas por cinco tipos: [OPINIÃO] - visão particular para assuntos polêmicos, curiosos ou interessantes; [FICÇÃO] - mistura informação séria com humor, às vezes surreal; [INFO] - traz notícias relevantes; [MEMÓRIA] - traz jogos ou fatos marcantes do futebol brasileiro ou mundial e [CAUSO] - revela situações pitorescas vivídas pelos nossos craques. Todos os textos escritos por Sérgio Dias.
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segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
[OPINIÃO] PRIMEIRAS DE 2012
Nomes Conhecidos
Na escalação do Mirassol que enfrentou o Corinthians ontem, me deparei com alguns nomes conhecidos. Primeiro, Sérgio Manoel no meio campo, com certeza não é o ótimo meia canhoto que começou no Santos em seguida marcando época no Botafogo e Alex Silva não é o zagueiro que está em litígio com o Flamengo.
Depois, ainda no meio de campo aparece o nome Xuxa, que também não corresponde a apresentadora global e nem do nadador. Por fim, outro nome me chama a atenção: Márcio Careca. Este sim, se trata do lateral esquerdo que já atuou em 80% dos times brasileiros. Difícil achar um clube em que não tenha atuado. Incrível !
Copinha
Mais uma vez Narciso chega à uma final de Copa São Paulo. Desta vez dirigindo outro alvinegro, o de Parque São Jorge. Narciso, apesar de ter conquistado vários títulos como treinador da base, ainda não conseguiu levantar uma Taça São Paulo. O que pode ocorrer agora em 2012 contra o Fluminense.
Nos últimos anos mesmo sem conquistar este torneio, o Santos revelou inúmeros jogadores, período em que Narciso trabalhava no clube. Em contrapartida o Timão vem colecionando ultimamente várias taças deste torneio, mas não tem revelado muitos craques.
Lulinha despontou como tal sem confirmar até hoje essa condição, já Lucas (hoje no São Paulo) surgiu com a camisa corintiana como Marcelinho e acabou saíndo sem render frutos ao Timão.
Luxa x Ronaldinho
O clima na Gávea não é bom desde a pré-temporada realizada em Londrina. Salários atrasados, choque de égos, indisciplina, são alguns dos motivos. A situação refletiu dentro de campo no amistoso contra o Corinthians. Os dois principais personagens da crise, Ronaldinho e Luxemburgo, são exatamente os que mais vem atrapalhando o time dentro das quatro linhas.
O treinador, como de praxe nos útimos anos, faz vistas grossas aos jovens com potencial visível a olho nu, preterindo-os por jogadores rodados e sem mobilidade. A safra atual do flamengo é excelente, não será surpresa nomes como Adryan e Thomás, despontarem rapidamente sem a presença de Luxa no comando. Sem contar Muralha, Negueba, Luis Antônio, que recebem timídas oportunidades.
Já Ronaldinho um dos pivôs da crise, reclama de seus vencimentos como se não soubesse que isso iria acontecer quando optou pelo time carioca. Segue se comportando - tanto fora como dentro de campo - da mesma forma dos últimos anos, ou seja, sem comprometimento e rendimento algum.
Na escalação do Mirassol que enfrentou o Corinthians ontem, me deparei com alguns nomes conhecidos. Primeiro, Sérgio Manoel no meio campo, com certeza não é o ótimo meia canhoto que começou no Santos em seguida marcando época no Botafogo e Alex Silva não é o zagueiro que está em litígio com o Flamengo.
Depois, ainda no meio de campo aparece o nome Xuxa, que também não corresponde a apresentadora global e nem do nadador. Por fim, outro nome me chama a atenção: Márcio Careca. Este sim, se trata do lateral esquerdo que já atuou em 80% dos times brasileiros. Difícil achar um clube em que não tenha atuado. Incrível !
Copinha
Mais uma vez Narciso chega à uma final de Copa São Paulo. Desta vez dirigindo outro alvinegro, o de Parque São Jorge. Narciso, apesar de ter conquistado vários títulos como treinador da base, ainda não conseguiu levantar uma Taça São Paulo. O que pode ocorrer agora em 2012 contra o Fluminense.
Nos últimos anos mesmo sem conquistar este torneio, o Santos revelou inúmeros jogadores, período em que Narciso trabalhava no clube. Em contrapartida o Timão vem colecionando ultimamente várias taças deste torneio, mas não tem revelado muitos craques.
Lulinha despontou como tal sem confirmar até hoje essa condição, já Lucas (hoje no São Paulo) surgiu com a camisa corintiana como Marcelinho e acabou saíndo sem render frutos ao Timão.
Luxa x Ronaldinho
O clima na Gávea não é bom desde a pré-temporada realizada em Londrina. Salários atrasados, choque de égos, indisciplina, são alguns dos motivos. A situação refletiu dentro de campo no amistoso contra o Corinthians. Os dois principais personagens da crise, Ronaldinho e Luxemburgo, são exatamente os que mais vem atrapalhando o time dentro das quatro linhas.
O treinador, como de praxe nos útimos anos, faz vistas grossas aos jovens com potencial visível a olho nu, preterindo-os por jogadores rodados e sem mobilidade. A safra atual do flamengo é excelente, não será surpresa nomes como Adryan e Thomás, despontarem rapidamente sem a presença de Luxa no comando. Sem contar Muralha, Negueba, Luis Antônio, que recebem timídas oportunidades.
Já Ronaldinho um dos pivôs da crise, reclama de seus vencimentos como se não soubesse que isso iria acontecer quando optou pelo time carioca. Segue se comportando - tanto fora como dentro de campo - da mesma forma dos últimos anos, ou seja, sem comprometimento e rendimento algum.
domingo, 18 de dezembro de 2011
[OPINIÃO] BAQUE E LONA
O vice-campeonato seria normal. Perder da melhor equipe do mundo atualmente, e uma das melhores de todos os tempos, não causa nenhuma surpresa.
A aposta para surpreender os bicho-papões era a ousadia e a individualidade do jogador brasileiro. E acostumados a enfrentar times europeus, um possível choque causado pela escola sulamericana, também poderia ajudar o Santos.
Cada treinador teve tempo para estudar uma forma de neutralizar o que cada time oferecia de mais perigoso. Guardiola obviamente não queria que a bola chegasse à Neymar. Por sua vez, Muricy propôs paciência ao toque de bola exaustivo dos espanhóis. Na teoria era quase isso.
Na prática o Barcelona entrou impondo o que faz regularmente, ou seja, posse de bola e sem ela diminuir os espaços, afim de sufocar o adversário e retomá-la. Até aí nenhuma surpresa, ou quase nenhuma, pois a escolha feita por Muricy entrando com três zagueiros consequentemente tirando um homem do meio campo, não condiz com sua estratégia.
Perder um jogador na zona onde o Barcelona fica a maior parte do tempo é suicídio. Se de outra forma eles trabalhariam do meio de campo até a intermediária, assim, eles passaram a ocupar da intermediária à linha de fundo. Além do perigo iminente, seu time quando retomava a bola já era sufocado desde a grande área.
Perder de quatro com a postura que está acostumado, não mudaria o discurso da derrota (perdemos para os melhores e etc), mas com certeza seria mesmo frustante.
A aposta para surpreender os bicho-papões era a ousadia e a individualidade do jogador brasileiro. E acostumados a enfrentar times europeus, um possível choque causado pela escola sulamericana, também poderia ajudar o Santos.
Cada treinador teve tempo para estudar uma forma de neutralizar o que cada time oferecia de mais perigoso. Guardiola obviamente não queria que a bola chegasse à Neymar. Por sua vez, Muricy propôs paciência ao toque de bola exaustivo dos espanhóis. Na teoria era quase isso.
Na prática o Barcelona entrou impondo o que faz regularmente, ou seja, posse de bola e sem ela diminuir os espaços, afim de sufocar o adversário e retomá-la. Até aí nenhuma surpresa, ou quase nenhuma, pois a escolha feita por Muricy entrando com três zagueiros consequentemente tirando um homem do meio campo, não condiz com sua estratégia.
Perder um jogador na zona onde o Barcelona fica a maior parte do tempo é suicídio. Se de outra forma eles trabalhariam do meio de campo até a intermediária, assim, eles passaram a ocupar da intermediária à linha de fundo. Além do perigo iminente, seu time quando retomava a bola já era sufocado desde a grande área.
Perder de quatro com a postura que está acostumado, não mudaria o discurso da derrota (perdemos para os melhores e etc), mas com certeza seria mesmo frustante.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
[OPINIÃO] O ÚLTIMO ATO
O tão decantado confronto entre Santos e Barcelona, por consequência o encontro de Messi e Neymar, finalmente está confirmado.
Melhores, calcados em números frios e em exibições calorosas dentro das quatro linhas, clubes e craques, tem 90 minutos para, enfim medirem forças.
Favorita, a equipe catalã mostra ao mundo um intrigante e indecifrável modo de jogar. Baseado num volume assustador de posse de bola e numa recomposição automática do seu sistema defensivo. Do outro lado o Santos, imprevisível, carregando a marca do futebol brasileiro, sem um padrão definido, mas com talentos extra-séries, capazes de desembaraçarem qualquer tipo de situação complexa.
Deveremos assistir no domingo o quadro espanhol iniciando as jogadas com o seu famoso toque de bola até a intermediária santista. Por sua vez, o Santos ao retomar a bola ficará sufocado pela marcação adversária e provavelmente num espaço reduzido imposto pelos adversários.
Se isto acontecer as chances do troféu seguir para a Espanha são enormes. Claro que Muricy e os jogadores sabem disso. Aceitar somente, os levará à forca. O aviso não é direto, é suave, eles vão te levando para a câmara de gás ou a cadeira elétrica, matadouro, como queiram, sem você preceber.
Marcar a saída de bola? Agredir? E quando estivermos com a bola? Esta última questão é sem dúvida o maior problema das vítimas espanholas. Criou-se um mito, qualquer criança ao vê-los jogando nota e se impressiona com tal fato. Então, quando se retoma a bola, fica o trauma. O que fazer agora?
O Santos tem Arouca, um jogador que recebe a bola dos zagueiros - num local aonde teoricamente dá para respirar - e sabe como poucos sair tocando e se projetando por trás, sem marcação, como elemento surpresa. Quem sabe isso não possa desestabilizar o agrupamento espanhol?
Há um mês, o Barcelona foi surpreendido pelo modesto Getafe em Madrid pela contagem mínima. Após o jogo o treinador vitorioso disse que: inversões de jogadas funcionaram, a ponto de em alguns momentos desorganizar o time catalão. O Santos tem a visão privilegiada de Ganso, atraí-los para o lado do campo e inverter inesperadamente a bola, talvez funcione?
As respostas serão conhecidas somente no domingo. O que irá realmente pesar, será a entrega, o comprometimento, o talento, o equilíbrio emocional, a personalidade, a percepção e a correção rápida de problemas surgidos durante o jogo. Que vença o melhor !!!
Melhores, calcados em números frios e em exibições calorosas dentro das quatro linhas, clubes e craques, tem 90 minutos para, enfim medirem forças.
Favorita, a equipe catalã mostra ao mundo um intrigante e indecifrável modo de jogar. Baseado num volume assustador de posse de bola e numa recomposição automática do seu sistema defensivo. Do outro lado o Santos, imprevisível, carregando a marca do futebol brasileiro, sem um padrão definido, mas com talentos extra-séries, capazes de desembaraçarem qualquer tipo de situação complexa.
Deveremos assistir no domingo o quadro espanhol iniciando as jogadas com o seu famoso toque de bola até a intermediária santista. Por sua vez, o Santos ao retomar a bola ficará sufocado pela marcação adversária e provavelmente num espaço reduzido imposto pelos adversários.
Se isto acontecer as chances do troféu seguir para a Espanha são enormes. Claro que Muricy e os jogadores sabem disso. Aceitar somente, os levará à forca. O aviso não é direto, é suave, eles vão te levando para a câmara de gás ou a cadeira elétrica, matadouro, como queiram, sem você preceber.
Marcar a saída de bola? Agredir? E quando estivermos com a bola? Esta última questão é sem dúvida o maior problema das vítimas espanholas. Criou-se um mito, qualquer criança ao vê-los jogando nota e se impressiona com tal fato. Então, quando se retoma a bola, fica o trauma. O que fazer agora?
O Santos tem Arouca, um jogador que recebe a bola dos zagueiros - num local aonde teoricamente dá para respirar - e sabe como poucos sair tocando e se projetando por trás, sem marcação, como elemento surpresa. Quem sabe isso não possa desestabilizar o agrupamento espanhol?
Há um mês, o Barcelona foi surpreendido pelo modesto Getafe em Madrid pela contagem mínima. Após o jogo o treinador vitorioso disse que: inversões de jogadas funcionaram, a ponto de em alguns momentos desorganizar o time catalão. O Santos tem a visão privilegiada de Ganso, atraí-los para o lado do campo e inverter inesperadamente a bola, talvez funcione?
As respostas serão conhecidas somente no domingo. O que irá realmente pesar, será a entrega, o comprometimento, o talento, o equilíbrio emocional, a personalidade, a percepção e a correção rápida de problemas surgidos durante o jogo. Que vença o melhor !!!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
[OPINIÃO] DEVER CUMPRIDO
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| Neymar abre o placar com um golaço. |
Jogar contra uma escola que vem crescendo muito nos últimos anos, tendo que controlar a ansiedade da estreia e o peso do favoritismo, claramente não seria uma tarefa fácil.
O Santos ao meu modo de ver atuou de forma correta. Atraiu o adversário para o seu campo, fazendo-os se sentirem confiantes, pois sabia da fragilidade defensiva dos japoneses e de seu contra-ataque mortal. Com isso, em 25 minutos o jogo estava praticamente definido.
A partir daí houve um relaxamento natural, onde alguns jogadores nitidamente passaram a se preservar evitando contusões musculares. Atrás no placar, sem nada a perder e com a marcação afrouxada do Santos, os japoneses passaram a incomodar, conseguindo penetrar na defesa santista. O gol, numa falha grosseira de Henrique, fez o Santos acordar. Tanto que não demorou 10 minutos para que a vantagem de dois gols voltasse.
Achei uma estreia convincente, apesar da equipe ter mostrado problemas. Mas como Muricy falou após o jogo, a marcação e a entrega serão totalmente diferentes no domingo. Acho também que o treinador santista deve manter Durval na lateral, apesar de algumas turbulências acontecidas no setor. Quanto a manutenção de Elano na equipe, não estou tão convicto assim.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
[OPINIÃO] CHEGOU A HORA
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| Ganso e Dracena de olho no Kashiwa. |
Óbvio que isso não é nenhuma novidade, mas os fatos dos últimos dias vem conspirando ainda mais à favor da dificuldade.
Primeiro o adversário. Uma equipe embalada com o título nacional conquistado a poucos dias, que jogará com uma multidão lhe empurrando para o que todos consideram impossível.
Se não bastasse isso, surgem problemas internos, desta vez não foi o Corinthians o destino de Ganso. Os personagens são os mesmos que sempre aparecem às vésperas de jogos decisivos, e às consequências agora podem ser reais.
Em todo caso percebo o grupo ciente dos obstáculos que surgiram, nota-se que ninguém está pensando no Barcelona, nem poderia ser diferente. Se em campeonatos regionais os adversários pequenos são respeitados quando antecedem um clássico no fim de semana, por que este jogo seria tido como barbada?
Bom, vamos falar um pouco da estreia. Muricy, como já havia revelado, manteve Durval na lateral. Se, no começo todos achavam loucura, pois de lateral esquerdo Durval só tinha a perna, no momento se torna primordial sua presença no setor, ainda mais depois da ausência de Adriano.
No meio - por falta de boas opções - o treinador optou por Elano. O problema, além da má fase técnica e falta de ritmo, o escolhido rende mais exatamente no mesmo setor do discreto Henrique, os dois acabam ocupando o mesmo espaço sem muita eficiência.
Arouca sim pode ser o diferencial, atuando como primeiro volante tem tudo para desmontar esquemas adversários. Mais perto dos zagueiros ele é qualificado para começar as jogadas vindo de trás e aparecendo como elemento surpresa. Para isso Elano e Henrique tem que ficar na proteção, para evitar contra-ataques.
Do meio para frente, se Ganso mostrar todo o seu potencial, Borges e principalmente Neymar terão seus trabalhos facilitados.
sábado, 15 de outubro de 2011
[OPINIÃO] MORDE OU ASSOPRA
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| Neymar: México-Sete Lagoas sem escalas. |
Já está mais do que na hora de se traçar uma estratégia para chegar em condições ideias na competição tão esperada.
Tudo bem que a contusão de Ganso, muda completamente a forma atual do time atuar, Muricy supriu a ausência do camisa 10 escalando Alan Kardek, uma forma unusual, mas que trouxe resultados imediatos.
Outra indefinição é o posicionamento de Danilo, diga-se de passagem caiu muito de rendimento, tanto na lateral como no meio. A boa atuação de Christian e desfalques no meio campo, vem fazendo o treinador colocá-lo cada jogo numa posição.
Mas, o mais preocupante ao meu modo de ver é o desgaste de alguns jogadores. Não é possível nos dias de hoje com toda monitoração que é feita nos atletas, não se tomar uma providência que é vista a quilômetros de distãncia por leigos.
Por exemplo, o cado do meia Elano: é fato o atleta não ter tido um período de férias, em virtude do calendário europeu. As consequência estão aí, departamento médico de 15 em 15 dias. O jogador declara que não quer ficar de fora, e os comandantes aceitam.
O caso mais recente de Neymar, é outro exemplo. Por mais jovem que seja, o desgaste que vem sofrendo, físico e emocional, é sobre-humano. Caso não seja tomada nenhuma providência, o prejuízo pode ser grande.
Alguns podem dizer que o atacante Fred do Fluminense, que também atuou no México - junto com Neymar - pela seleção, voltou e fez três gols dando a vitória ao time carioca. Só que o astro santista esteve em campo por mais de 50 vezes, somente nesta temporada.
Jogador quer sempre jogar, acha que dá, independente de todos estes aspectos. Cabe à Muricy e sua comissão avaliar o que é melhor para o time.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
[OPINIÃO] APOSTA COM BASE
Todos sabem da carência que o elenco santista possui na lateral esquerda. Com a saída de Alex Sandro, após a Libertadores, o veterano Léo ficou soberano na posição.
Amanhã contra o Fluminense em Volta Redonda, o técnico Muricy vai promover a estreia de Éder Lima (foto), zagueiro de origem, mas que, até por ser canhoto e já ter atuado no setor em outras equipes, ganhou a vaga de Léo, machucado.
A outra opção, Pará, também se contundiu e nem viajou.
Confesso, que nunca vi o estreante jogar, mas ontem fiquei sabendo de um fato que me fez ficar no mínimo curioso para vê-lo em ação. Éder é filho do Èdson, o Nascimento, ex-lateral esquerdo da Portuguesa Santista do início da década de 80. Elegante, extremamente técnico, que com o passar dos anos - devido sua qualidade - passou a atuar no meio campo.
Se o filho carregar no DNA um pouco das qualidades do pai, o Santos poderá ganhar uma boa opção para o decorrer do campeonato.
Só por curiosidade, neste período jogaram na Briosa dois atletas que hoje são pais de craques incontestáveis: Neymar, que todos conhecem o genitor, e Diego Tardelli, filho do Tadeu, ex-meia e também ótimo jogador.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
[OPINIÃO] O BICHO TÁ PEGANDO
O que parecia ser apenas um relaxamento natural pós-conquista, começa a se tornar um pesadelo para o Santos neste Brasileirão. Durante a semana, falou-se muito sobre um suposto atraso nos pagamentos dos prêmios referentes ao título da Libertadores.
Na realidade, o que está acontecendo? O time atual é melhor - pelo menos no papel - que o do primeiro semestre, com uma única diferença: o anterior lutava por cada bola. Além do mais, este, perdeu a confiança, e conta com jogadores importantes em má fase, técnica e física.
Após o jogo histórico contra o Flamengo, começou uma pressão para evitar que a equipe não se expusesse tanto, pois estava atacando em demasia, acarretando num acréscimo de gols sofridos. A solução era a volta de Adriano à cabeça da área, e todos os problemas estavam resolvidos. Ontem, o Santos sofreu três gols com o volante em campo!
Agora a bola da vez é Ganso, anteciparam sua volta aos gramados, e agora pedem sua saída do time. É nesta hora - quando as coisas não estão dando certo - que o jogador precisa precisa de apoio. É natural o seu futebol ter caído junto com o time, ele não é um jogador comum, do tipo que participa toda hora dando passes laterais, ou dando carrinhos na linha de lado.
Gostei das declarações de Muricy após o jogo, é difícil, mas é muito bom o treinador não se deixar influenciar por aqueles que possuem opiniões distintas há cada 24 horas.
domingo, 7 de agosto de 2011
[OPINIÃO] É OITO OU OITENTA
Bastaram três partidas para Muricy voltar a utilizar seu estilo cauteloso, que, bem ou mal, deram resultados ao longo de sua carreira. Infelizmente, às circunstâncias conspiraram contra o bom futebol, e talvez, não mais veremos a equipe santista jogando solta e pra frente, buscando o resultado incessantemente.
Jogadores existem para tal: Arouca, Henrique, Elano, Ibson, Ganso, Borges e Neymar. Muricy tinha que encontrar um equilíbrio entre defesa e ataque, inclusive, dispõe de tempo e tranquilidade para isso. A conquista da Libertadores lhe tira a pressão, e a distância do Mundial lhe dá tempo necessário.
Mas, as derrotas vieram, e com elas o pretexto para recuar. Qualquer um sabe que o Santos jamais irá cair este ano, mesmo jogando da forma que o fez contra o Flamengo e em algumas partes do jogo frente o Atlético.
Hoje, o treinador isolou Borges na frente, e congestionou o meio campo com cinco jogadores, para enfrentar um adversário fraquíssimo jogando em casa. Estas mudanças tinham o claro intuito de evitar uma exposição exagerada, o que acabou não acontecendo.
O acaso veio ajudá-lo, pois o lateral estreante Leandro estava amarelado - no bom sentido - então, corretamente Muricy o substituiu pelo meia-atacante Diogo, passando Arouca para sua posição. A simples presença de Diogo - que pouco fez - ao lado de Borges, ajudou o time a ter mais opções. Arouca e Elano também subiram de produção com a mexida.
Pelo jeito, depois desta vitória magra e sonolenta, a tentativa de se achar o tal equilíbrio foi por água abaixo, ficou "claro" que é melhor jogar feio e conseguir os três pontos, isto é, quando eles vierem.
Agora, resta saber se a diretoria irá tapar os buracos visíveis que o elenco possui, pois atualmente o Santos tem apenas um lateral esquerdo, que comprovadamente não aguenta jogar a maioria dos jogos, no meio só conta com um cabeça de área nato. Em compensação, para segundo volante têm: Arouca, Henrique, Elano, Ibson e Possebom.
No ataque, existem dois avantes de área e apenas um com velocidade para atuar dos lados.
Parece que alguma coisa está errada!
Jogadores existem para tal: Arouca, Henrique, Elano, Ibson, Ganso, Borges e Neymar. Muricy tinha que encontrar um equilíbrio entre defesa e ataque, inclusive, dispõe de tempo e tranquilidade para isso. A conquista da Libertadores lhe tira a pressão, e a distância do Mundial lhe dá tempo necessário.
Mas, as derrotas vieram, e com elas o pretexto para recuar. Qualquer um sabe que o Santos jamais irá cair este ano, mesmo jogando da forma que o fez contra o Flamengo e em algumas partes do jogo frente o Atlético.
Hoje, o treinador isolou Borges na frente, e congestionou o meio campo com cinco jogadores, para enfrentar um adversário fraquíssimo jogando em casa. Estas mudanças tinham o claro intuito de evitar uma exposição exagerada, o que acabou não acontecendo.
O acaso veio ajudá-lo, pois o lateral estreante Leandro estava amarelado - no bom sentido - então, corretamente Muricy o substituiu pelo meia-atacante Diogo, passando Arouca para sua posição. A simples presença de Diogo - que pouco fez - ao lado de Borges, ajudou o time a ter mais opções. Arouca e Elano também subiram de produção com a mexida.
Pelo jeito, depois desta vitória magra e sonolenta, a tentativa de se achar o tal equilíbrio foi por água abaixo, ficou "claro" que é melhor jogar feio e conseguir os três pontos, isto é, quando eles vierem.
Agora, resta saber se a diretoria irá tapar os buracos visíveis que o elenco possui, pois atualmente o Santos tem apenas um lateral esquerdo, que comprovadamente não aguenta jogar a maioria dos jogos, no meio só conta com um cabeça de área nato. Em compensação, para segundo volante têm: Arouca, Henrique, Elano, Ibson e Possebom.
No ataque, existem dois avantes de área e apenas um com velocidade para atuar dos lados.
Parece que alguma coisa está errada!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
[OPINIÃO] MUITAS OPÇÕES NO MEIO E POUCAS NOS LADOS
O Santos entrará em campo esta noite para enfrentar o Flamengo, com praticamente o que possui de melhor. A única peça ausente é Danilo, que está servindo a seleção sub-20.
Aliás, Danilo ficará somente até o final do ano, quando irá defender o Porto. Enquanto isso, ele deverá ser utilizado na lateral, pois no meio campo Muricy têm muitas e excelentes opções: Arouca, Ibson, Adriano, Henrique, Elano e Paulo Henrique.
Por falar no setor, achei ótimo o retorno de Arouca na função de primeiro volante. Nesta posição, além dele render mais individualmente, ele faz o time jogar com mais velocidade, buscando a bola dos zagueiros, municiando os companheiros e dando opção por trás.
Com esta concorrência os titulares terão que estar afiados, no melhor de sua forma física e técnica, pois além de Adriano que mostrou sua utilidade na conquista da Libertadores, terão a sombra de Henrique, um um ótimo segundo volante, que deve arrumar um lugar no time, em breve.
Se no meio de campo existe uma abundância de bons jogadores, não se pode falar o mesmo da lateral esquerda. Com a saída de Alex Sandro, abriu-se uma lacuna, Leo (foto) passou a ser o único na posição.
Todos sabem do seu valor, mas também é fato, que Leo não atua três jogos seguidos. Às vezes, não completa nem um.
Aliás, Danilo ficará somente até o final do ano, quando irá defender o Porto. Enquanto isso, ele deverá ser utilizado na lateral, pois no meio campo Muricy têm muitas e excelentes opções: Arouca, Ibson, Adriano, Henrique, Elano e Paulo Henrique.
Por falar no setor, achei ótimo o retorno de Arouca na função de primeiro volante. Nesta posição, além dele render mais individualmente, ele faz o time jogar com mais velocidade, buscando a bola dos zagueiros, municiando os companheiros e dando opção por trás.
Com esta concorrência os titulares terão que estar afiados, no melhor de sua forma física e técnica, pois além de Adriano que mostrou sua utilidade na conquista da Libertadores, terão a sombra de Henrique, um um ótimo segundo volante, que deve arrumar um lugar no time, em breve.
Se no meio de campo existe uma abundância de bons jogadores, não se pode falar o mesmo da lateral esquerda. Com a saída de Alex Sandro, abriu-se uma lacuna, Leo (foto) passou a ser o único na posição.
Todos sabem do seu valor, mas também é fato, que Leo não atua três jogos seguidos. Às vezes, não completa nem um.
domingo, 10 de julho de 2011
[OPINIÃO] REFORÇAR É PRECISO
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| O Palmeiras atropelou o Santos no Pacaembu: 3 a 0. |
Ele sabe que é preciso urgentemente reforçar o elenco para a longa caminhada. Os nomes mais comentados no momento são: Alan Kardec e Cleiton Xavier. Inclusive, há quem afirme que já estejam contratados.
Quanto ao ex-palmeirense, acho um ótimo reforço. Cleiton é o tipo de jogador moderno, versátil, tanto pode atuar na armação, como na função de segundo volante.
Já o atacante formado na base do Vasco, acredito que seria importante apenas para compor o elenco, caso Muricy queira mudar o esquema durante o jogo. Kardec é um jogador exclusivamente de área, muito parecido com Jardel que brilhou no Grêmio, bom no jogo aéreo, mas deixa a desejar no aspecto da técnico.
Em contrapartida, alguns jogadores que seguem no elenco, não estão demonstrando condições de vestir a camisa do Santos, precisam rever alguns conceitos, tanto na parte técnica, como na entrega física dentro de campo.
Outro fator preocupante, é ficar atrás dos concorrentes em números de jogos. Esta situação, te faz sempre ficar projetando resultados no futuro, transformando psicologicamente em dobro um tropeço que seria natural.
sábado, 25 de junho de 2011
[INFO] OS MENINOS DA VILA - A HISTÓRIA
"Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar", definitivamente este ditado não se aplica ao Santos Futebol Clube. O destino trouxe no final da década de 50, um garoto de Três Corações para assombrar o mundo, a descarga deste fenômeno foi tão poderosa que, anos depois, as faíscas foram capazes de produzir três gerações encantadoras.
O resultado desta intrigante obra da natureza gerou ciclos fantásticos na história do clube, formando craques e gerações que se superam a cada fornada. Tanto é, que não sabemos até aonde pode chegar esta última safra, representada por Neymar e Ganso.
Se a primeira geração parou em conquistas do âmbito estadual, a segunda abocanhou dois Brasileiros. Esta atual, extrapolou os limites, papou praticamente tudo que encontrou pela frente - dois Paulistas, uma Copa do Brasil e uma Libertadores - só não levou o Campeonato Brasileiro de 2010 por problemas internos.
O termo Meninos da Vila surgiu em 1978, através do ex-atleta e então treinador do time Chico Formiga. Ele sempre se referia aos seus jogadores, chamando-os de "meninos". Abaixo, detalhei as três fantásticas gerações, dividindo-as por partes, confiram:
Craques principais: Pita, Juary e João Paulo.
Aonde chegou: Paulista de 1978 (campeão); Paulista de 1980 (vice) e Brasileiro de 1983 (vice)
Time-base 1978: Vítor (Flávio); Nélson, Joãozinho, Neto e Gilberto; Clodoaldo (Zé Carlos), Aílton Lira (Toninho Vieira) e Pita; Nilton Batata, Juary e João Paulo. Técnico: Formiga.
Time-base 1980: Marolla; Nélson, Joãozinho, Neto e Washington; Toninho Vieira, Rubens Feijão e Pita; Nilton Batata, Claudinho e João Paulo. Técnico: Pepe.
Time-base 1983: Marolla; Toninho Oliveira, Márcio Rossini, Toninho Carlos e Gilberto; Dema, Paulo Isidoro e Pita; Camargo, Serginho e João Paulo. Técnico: Formiga.
Entre 1974 e 1977, o Santos viveu um período muito difícil na sua história. Um ano após a conquista do Paulistão de 73, o clube sofreria a perda do Rei Pelé, que se despediu no histórico jogo contra a Ponte Preta na Vila Belmiro, para seguir uma nova vida nos Estados Unidos.
A pressão para manter o nível de conquistas, e em paralelo, para o surgimento de um novo Pelé, seriam cruciais para mergulhar o clube numa crise que parecia não ter mais fim. Várias “promessas” da categoria de base eram logo comparadas ao Rei do Futebol, o jovem Cláudio Adão foi o caso mais emblemático, só foi se consagrar anos depois no futebol carioca, defendendo o Flamengo.
A situação seguiria complicada até o início de 1978. A gota d´agua viria numa derrota em pleno Pacaembu para o bom time do Operário de Campo Grande, que por sinal chegaria às semifinais daquele Brasileirão. Revoltada, a torcida santista depredou o estádio, deixando o clima no clube insustentável.
Chico Formiga assumiu a equipe, começando uma renovação gradativa. Ele manteve os experientes laterais Nélson e Gilberto, ambos vindos do São Paulo, segurou Aílton Lira e o zagueiro Neto recém chegados da Caldense, e o ponteiro Nilton Batata do Atlético Paranaense, além de acreditar nas recentes contratações dos dois desconhecidos “Joãozinhos”, o zagueiro do Vitória manteve o nome, enquanto o ponteiro esquerdo, oriundo do São Cristóvão, passou a se chamar João Paulo.
Formiga deu moral aos jogadores promovidos da base, como Juary e Rubens Feijão, pinçou o futuro craque Pita para integrar o elenco de cima, e depois durante o ano foi subindo outros garotos, como: Zé Carlos, Toninho Vieira, Cardim, Claudinho e Célio.
O time engrenou durante o Campeonato Paulista, virou a sensação da competição. Os garotos ganharam personalidade e conjunto, jogavam de igual para igual frente ao poderoso Corinthians de Sócrates, Zé Maria, Wladimir e Cia., atropelavam o São Paulo de Waldir Peres, Serginho e Zé Sérgio, e batiam os fortíssimos times de Campinas, comandados por Careca, Zenon, Renato, Dicá, Lúcio, Carlos, Oscar e etc.
A coroação veio com o título paulista de 1978, em cima do São Paulo. Dois anos depois, o Santos ficaria com o vice-campeonato, desta vez sendo derrotado pelo próprio tricolor paulista.
Com Pita e João Paulo, ao lado de jogadores consagrados, como Serginho e Paulo Isidoro, o time santista ainda chegaria à final do Brasileirão de 1983, perdendo o título para o grande Flamengo da época.
Craques principais: Robinho, Diego e Elano.
Aonde chegou: Brasileiro de 2002 e 2004 (campeão) e Libertadores de 2003 (vice).
Time-base 2002: Fábio Costa; Maurinho, André Luis, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Alberto (Willian) e Robinho. Técnico: Leão.
Time-base 2003: Fábio Costa; Reginaldo Araújo, André Luis, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Ricardo Oliveira e Robinho. Técnico: Leão.
Time-base 2004: Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Elano e Ricardinho; Robinho (Basílio) e Deivid. Técnico: Wanderley Luxemburgo
Novamente a história se repetiria, o jejum de títulos incomodava os dirigentes e a torcida. Já se passavam dezoito anos que gol decisivo de Serginho havia dado o título do Paulistão de 84. O vice-campeonato brasileiro de 1995 comandado por Cabralzinho, tinha sido a última boa safra de garotos.
Ao invés de dar continuidade no bom trabalho, Santos e Cabral não se entendem e o contrato do treinador não é renovado. A busca incessante pelo título segue, loucuras eram feitas, elencos caros recheados de medalhões, não davam os resultados almejados.
Seis anos depois o Santos tenta reparar o erro cometido em 95. Cabralzinho retorna à Vila Belmiro dando início a um novo trabalho. Efetiva como titulares os desconhecidos Elano e Renato (atualmente no Botafogo), ambos oriundos do Guarani.
Guinda o atacante Willian da equipe de base e prepara o planejamento para 2002, tendo como prioridade profissionalizar o meia Diego e um garoto chamado Robinho, que não era aproveitado pelo técnico Sérgio Farias no sub-20. Mas novamente o contrato do treinador não é renovado.
Em abril de 2002 o Santos encerraria sua participação no torneio Rio-SP empatando com o Bangu, depois teria que enfrentar um hiato de quatro meses sem partidas oficiais. Com a falta de dinheiro em caixa e sem alternativa, o presidente na época Marcelo Teixeira começa a enxugar a folha salarial.
Quem encabeça a lista é Celso Roth, o treinador não aceita a redução de seus vencimentos pela metade. Com esse cenário é contratado o técnico Emerson Leão. Os jovens Diego e Robinho ganham personalidade, Elano que estava para ser dispensado, fica a pedido de Leão, o treinador também pede a contratação do zagueiro Alex, que estava em período de testes.
A equipe se classifica no Campeonato Brasileiro ficando com a última vaga, a partir daí, ganha maturidade e vai eliminando seus rivais até a conquista do título, derrotando o Corinthians por duas vezes. No ano seguinte, chega a final da Libertadores, mas é derrotado duas vezes pelo Boca Juniors.
Em 2004, já sem Diego, mas com Robinho e Elano fazendo a diferença, conquistam novamente o Campeonato Brasileiro, comandados por Wanderley Luxemburgo, e consagrando de vez essa geração.
Craques principais: Neymar, Paulo Henrique Ganso e Rafael.
Aonde chegou: Paulista de 2010 e 2011 (campeão), Copa do Brasil de 2010 e Libertadores (campeão).
Time-base 2010 (1o semestre): Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley Marquinhos e Ganso; André e Neymar. Técnico: Dorival Júnior.
Time-base 2010 (2o semestre): Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Ganso; Robinho, André e Neymar. Técnico: Dorival Júnior.
Time-base 2011: Rafael; Danilo (Jonathan), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Elano, Arouca e Ganso; Zé Eduardo e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.
O ano de 2009 termina de forma melancólica. Alijado de qualquer ambição no Campeonato Brasileiro, o técnico Luxemburgo teima em não colocar em campo a boa safra de garotos que surgia. Segundo o técnico, Paulo Henrique Ganso e Neymar, não estavam prontos para jogar, enquanto isso, o atacante André era preterido por Kléber Pereira, que mesmo em péssima fase era mantido.
No início de 2010 acontece um fato marcante, depois de muitos anos no poder, o presidente Marcelo Teixeira é derrotado pela oposição.
De novo a política "pés no chão" entra em vigor, agora sob nova direção. Para o lugar do caro Luxemburgo, é contratado o emergente Dorival Junior, que vinha conquistando títulos estaduais por onde passava. Nem Dorival, nem os dirigentes poderiam imaginar o que viria pela frente.
O elenco começa a ser montado, a ideia era fazer um bom Paulistão e ficar numa posição intermediária no Brasileiro. Edu Dracena que chegara contundido, trazido pelo antigo treinador, é mantido sob desconfiança, o volante Arouca do São Paulo, chega numa troca polêmica com Rodrigo Souto, pois muitos achavam que o Santos havia feito um péssimo negócio e, Neymar e Ganso são efetivados como titulares absolutos.
Na sequência do Paulistão o time engrena, e começa a aplicar sonoras goleadas, igualando-se em média ao time de Pelé da década de 60. O Santos conquista o estadual e faz uma contratação ousada para a Copa do Brasil, traz Robinho como pretexto de recuperá-lo para o Mundial de Seleções.
A estratégia dá certo, o time conquista a competição nacional que prevê retorno garantido para a Libertadores do ano seguinte. Quando tudo parecia perfeito, problemas de relacionamento entre Neymar e Dorival, culminam com a queda do treinador. Em seguida o time perde Ganso, contundido, e não conquista o Campeonato Brasileiro.
O ano de 2011, começa com a expectativa voltada para a Taça Libertadores da América. O treinador escolhido Adilson Batista é demitido, o auxiliar Marcelo Martelotte assume interinamente. Bem no Paulistão e em situação desconfortável na Libertadores, o Santos anuncia a contratação de Muricy Ramalho, que havia dispensado o Fluminense.
Novamente a estratégia surte efeitos positivos, o time conquista outro Paulistão e a tão sonhada Libertadores da América, consagrando esta geração como a maior, depois da Era-Pelé.
O resultado desta intrigante obra da natureza gerou ciclos fantásticos na história do clube, formando craques e gerações que se superam a cada fornada. Tanto é, que não sabemos até aonde pode chegar esta última safra, representada por Neymar e Ganso.
Se a primeira geração parou em conquistas do âmbito estadual, a segunda abocanhou dois Brasileiros. Esta atual, extrapolou os limites, papou praticamente tudo que encontrou pela frente - dois Paulistas, uma Copa do Brasil e uma Libertadores - só não levou o Campeonato Brasileiro de 2010 por problemas internos.
O termo Meninos da Vila surgiu em 1978, através do ex-atleta e então treinador do time Chico Formiga. Ele sempre se referia aos seus jogadores, chamando-os de "meninos". Abaixo, detalhei as três fantásticas gerações, dividindo-as por partes, confiram:
1ª GERAÇÃO (1978 - 1983)
Craques principais: Pita, Juary e João Paulo.
Aonde chegou: Paulista de 1978 (campeão); Paulista de 1980 (vice) e Brasileiro de 1983 (vice)
Time-base 1978: Vítor (Flávio); Nélson, Joãozinho, Neto e Gilberto; Clodoaldo (Zé Carlos), Aílton Lira (Toninho Vieira) e Pita; Nilton Batata, Juary e João Paulo. Técnico: Formiga.
Time-base 1980: Marolla; Nélson, Joãozinho, Neto e Washington; Toninho Vieira, Rubens Feijão e Pita; Nilton Batata, Claudinho e João Paulo. Técnico: Pepe.
Time-base 1983: Marolla; Toninho Oliveira, Márcio Rossini, Toninho Carlos e Gilberto; Dema, Paulo Isidoro e Pita; Camargo, Serginho e João Paulo. Técnico: Formiga.
Entre 1974 e 1977, o Santos viveu um período muito difícil na sua história. Um ano após a conquista do Paulistão de 73, o clube sofreria a perda do Rei Pelé, que se despediu no histórico jogo contra a Ponte Preta na Vila Belmiro, para seguir uma nova vida nos Estados Unidos.
A pressão para manter o nível de conquistas, e em paralelo, para o surgimento de um novo Pelé, seriam cruciais para mergulhar o clube numa crise que parecia não ter mais fim. Várias “promessas” da categoria de base eram logo comparadas ao Rei do Futebol, o jovem Cláudio Adão foi o caso mais emblemático, só foi se consagrar anos depois no futebol carioca, defendendo o Flamengo.
A situação seguiria complicada até o início de 1978. A gota d´agua viria numa derrota em pleno Pacaembu para o bom time do Operário de Campo Grande, que por sinal chegaria às semifinais daquele Brasileirão. Revoltada, a torcida santista depredou o estádio, deixando o clima no clube insustentável.
Chico Formiga assumiu a equipe, começando uma renovação gradativa. Ele manteve os experientes laterais Nélson e Gilberto, ambos vindos do São Paulo, segurou Aílton Lira e o zagueiro Neto recém chegados da Caldense, e o ponteiro Nilton Batata do Atlético Paranaense, além de acreditar nas recentes contratações dos dois desconhecidos “Joãozinhos”, o zagueiro do Vitória manteve o nome, enquanto o ponteiro esquerdo, oriundo do São Cristóvão, passou a se chamar João Paulo.
Formiga deu moral aos jogadores promovidos da base, como Juary e Rubens Feijão, pinçou o futuro craque Pita para integrar o elenco de cima, e depois durante o ano foi subindo outros garotos, como: Zé Carlos, Toninho Vieira, Cardim, Claudinho e Célio.
O time engrenou durante o Campeonato Paulista, virou a sensação da competição. Os garotos ganharam personalidade e conjunto, jogavam de igual para igual frente ao poderoso Corinthians de Sócrates, Zé Maria, Wladimir e Cia., atropelavam o São Paulo de Waldir Peres, Serginho e Zé Sérgio, e batiam os fortíssimos times de Campinas, comandados por Careca, Zenon, Renato, Dicá, Lúcio, Carlos, Oscar e etc.
A coroação veio com o título paulista de 1978, em cima do São Paulo. Dois anos depois, o Santos ficaria com o vice-campeonato, desta vez sendo derrotado pelo próprio tricolor paulista.
Com Pita e João Paulo, ao lado de jogadores consagrados, como Serginho e Paulo Isidoro, o time santista ainda chegaria à final do Brasileirão de 1983, perdendo o título para o grande Flamengo da época.
2ª GERAÇÃO (2002 - 2004)
Craques principais: Robinho, Diego e Elano.
Aonde chegou: Brasileiro de 2002 e 2004 (campeão) e Libertadores de 2003 (vice).
Time-base 2002: Fábio Costa; Maurinho, André Luis, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Alberto (Willian) e Robinho. Técnico: Leão.
Time-base 2003: Fábio Costa; Reginaldo Araújo, André Luis, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Ricardo Oliveira e Robinho. Técnico: Leão.
Time-base 2004: Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Elano e Ricardinho; Robinho (Basílio) e Deivid. Técnico: Wanderley Luxemburgo
Novamente a história se repetiria, o jejum de títulos incomodava os dirigentes e a torcida. Já se passavam dezoito anos que gol decisivo de Serginho havia dado o título do Paulistão de 84. O vice-campeonato brasileiro de 1995 comandado por Cabralzinho, tinha sido a última boa safra de garotos.
Ao invés de dar continuidade no bom trabalho, Santos e Cabral não se entendem e o contrato do treinador não é renovado. A busca incessante pelo título segue, loucuras eram feitas, elencos caros recheados de medalhões, não davam os resultados almejados.
Seis anos depois o Santos tenta reparar o erro cometido em 95. Cabralzinho retorna à Vila Belmiro dando início a um novo trabalho. Efetiva como titulares os desconhecidos Elano e Renato (atualmente no Botafogo), ambos oriundos do Guarani.
Guinda o atacante Willian da equipe de base e prepara o planejamento para 2002, tendo como prioridade profissionalizar o meia Diego e um garoto chamado Robinho, que não era aproveitado pelo técnico Sérgio Farias no sub-20. Mas novamente o contrato do treinador não é renovado.
Em abril de 2002 o Santos encerraria sua participação no torneio Rio-SP empatando com o Bangu, depois teria que enfrentar um hiato de quatro meses sem partidas oficiais. Com a falta de dinheiro em caixa e sem alternativa, o presidente na época Marcelo Teixeira começa a enxugar a folha salarial.
Quem encabeça a lista é Celso Roth, o treinador não aceita a redução de seus vencimentos pela metade. Com esse cenário é contratado o técnico Emerson Leão. Os jovens Diego e Robinho ganham personalidade, Elano que estava para ser dispensado, fica a pedido de Leão, o treinador também pede a contratação do zagueiro Alex, que estava em período de testes.
A equipe se classifica no Campeonato Brasileiro ficando com a última vaga, a partir daí, ganha maturidade e vai eliminando seus rivais até a conquista do título, derrotando o Corinthians por duas vezes. No ano seguinte, chega a final da Libertadores, mas é derrotado duas vezes pelo Boca Juniors.
Em 2004, já sem Diego, mas com Robinho e Elano fazendo a diferença, conquistam novamente o Campeonato Brasileiro, comandados por Wanderley Luxemburgo, e consagrando de vez essa geração.
3ª GERAÇÃO (2010 - 2011)
Craques principais: Neymar, Paulo Henrique Ganso e Rafael.
Aonde chegou: Paulista de 2010 e 2011 (campeão), Copa do Brasil de 2010 e Libertadores (campeão).
Time-base 2010 (1o semestre): Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley Marquinhos e Ganso; André e Neymar. Técnico: Dorival Júnior.
Time-base 2010 (2o semestre): Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley e Ganso; Robinho, André e Neymar. Técnico: Dorival Júnior.
Time-base 2011: Rafael; Danilo (Jonathan), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Elano, Arouca e Ganso; Zé Eduardo e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.
O ano de 2009 termina de forma melancólica. Alijado de qualquer ambição no Campeonato Brasileiro, o técnico Luxemburgo teima em não colocar em campo a boa safra de garotos que surgia. Segundo o técnico, Paulo Henrique Ganso e Neymar, não estavam prontos para jogar, enquanto isso, o atacante André era preterido por Kléber Pereira, que mesmo em péssima fase era mantido.
No início de 2010 acontece um fato marcante, depois de muitos anos no poder, o presidente Marcelo Teixeira é derrotado pela oposição.
De novo a política "pés no chão" entra em vigor, agora sob nova direção. Para o lugar do caro Luxemburgo, é contratado o emergente Dorival Junior, que vinha conquistando títulos estaduais por onde passava. Nem Dorival, nem os dirigentes poderiam imaginar o que viria pela frente.
O elenco começa a ser montado, a ideia era fazer um bom Paulistão e ficar numa posição intermediária no Brasileiro. Edu Dracena que chegara contundido, trazido pelo antigo treinador, é mantido sob desconfiança, o volante Arouca do São Paulo, chega numa troca polêmica com Rodrigo Souto, pois muitos achavam que o Santos havia feito um péssimo negócio e, Neymar e Ganso são efetivados como titulares absolutos.
Na sequência do Paulistão o time engrena, e começa a aplicar sonoras goleadas, igualando-se em média ao time de Pelé da década de 60. O Santos conquista o estadual e faz uma contratação ousada para a Copa do Brasil, traz Robinho como pretexto de recuperá-lo para o Mundial de Seleções.
A estratégia dá certo, o time conquista a competição nacional que prevê retorno garantido para a Libertadores do ano seguinte. Quando tudo parecia perfeito, problemas de relacionamento entre Neymar e Dorival, culminam com a queda do treinador. Em seguida o time perde Ganso, contundido, e não conquista o Campeonato Brasileiro.
O ano de 2011, começa com a expectativa voltada para a Taça Libertadores da América. O treinador escolhido Adilson Batista é demitido, o auxiliar Marcelo Martelotte assume interinamente. Bem no Paulistão e em situação desconfortável na Libertadores, o Santos anuncia a contratação de Muricy Ramalho, que havia dispensado o Fluminense.
Novamente a estratégia surte efeitos positivos, o time conquista outro Paulistão e a tão sonhada Libertadores da América, consagrando esta geração como a maior, depois da Era-Pelé.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
[OPINIÃO] VITÓRIA DO FUTEBOL
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| Neymar abriu o caminho do Tri. |
Seria sem dúvida alguma, um grande desserviço uma equipe formada por jogadores desleais e de qualidade técnica baixa, ficarem com esta taça de tanta importância.
Oo Santos teve que enfrentar a violência, sempre amparada com a conivência do árbitro, complacente frente a agressões dos uruguaios, e ao mesmo tempo, benevolente à disputas duras dos santistas visando a bola.
Hoje, o Santos realmente mostrou a superioridade que todos sabiam, jogou com inteligência contra um adversário que só mostrou disposição e valentia, quando ouviu o apito final do árbitro.
Parabéns à esta geração de Meninos da Vila, que hoje fez história, se consagrando, calcada em números absolutos e qualidade técnica, como a melhor das três surgidas depois da Era-Pelé.
O futebol mais uma vez agradece pela justiça ter sido confirmada.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
[OPINIÃO] DESEQUILÍBRIO FORÇADO
As circustâncias levaram o Santos a pender para o lado defensivo, pelo menos neste momento.
Os santistas imaginavam, que a vinda de Muricy trouxesse o equilíbrio tão esperado entre defesa e ataque, principal deficiência demonstrada pela equipe antes de sua chegada.
A culpa está longe se ser do treinador, pois este foi o elenco que formaram no início do ano e lhe entragaram. Claro, que Muricy gostaria de estar contando com Ganso e Borges, além do lateral Jonathan.
Para a vaga de Ganso - o grande problema - Muricy tem a disposição os jovens Alan Patrick e Felipe Anderson. O primeiro, quando poderia ser efetivado se contundiu, daí o time se acertou, mesmo preso, conseguiu os resultados necessários, no limite, é verdade!
A solução encontrada foi atuar com quatro jogadores que possuem como primeira característica marcar, deixando a desejar na hora de criar. Com isso, a magia, a velocidade, as deslocações e a profundidade, foram embora.
O time hoje, lembra muito a Seleção de 94, que tinha um forte sistema defensivo, te proporcionava assistir ao jogo confortavelmente na poltrona, pois sua defesa era quase intransponível. A diferença estava na frente, onde Romário e Bebeto resolviam todos os problemas. Hoje, somente Neymar reúne tal poder.
Mesmo assim, o Santos têm um time muito superior técnicamente ao do Peñarol, capaz de se tornar campeão da América na próxima quarta-feira.
Ontem, lendo a coluna do Lédio Carmona no globoesporte.com, um comentário do leitor que se definiu apenas como Gustavo, me chamou a atenção. Ele resumiu em poucas palavras o atual momento do time de Muricy:
"O time do Santos no primeiro semestre do ano passado, era sob medida para os amantes do futebol. Este de hoje, é somente para os que amam o Santos".
Os santistas imaginavam, que a vinda de Muricy trouxesse o equilíbrio tão esperado entre defesa e ataque, principal deficiência demonstrada pela equipe antes de sua chegada.
A culpa está longe se ser do treinador, pois este foi o elenco que formaram no início do ano e lhe entragaram. Claro, que Muricy gostaria de estar contando com Ganso e Borges, além do lateral Jonathan.
Para a vaga de Ganso - o grande problema - Muricy tem a disposição os jovens Alan Patrick e Felipe Anderson. O primeiro, quando poderia ser efetivado se contundiu, daí o time se acertou, mesmo preso, conseguiu os resultados necessários, no limite, é verdade!
A solução encontrada foi atuar com quatro jogadores que possuem como primeira característica marcar, deixando a desejar na hora de criar. Com isso, a magia, a velocidade, as deslocações e a profundidade, foram embora.
O time hoje, lembra muito a Seleção de 94, que tinha um forte sistema defensivo, te proporcionava assistir ao jogo confortavelmente na poltrona, pois sua defesa era quase intransponível. A diferença estava na frente, onde Romário e Bebeto resolviam todos os problemas. Hoje, somente Neymar reúne tal poder.
Mesmo assim, o Santos têm um time muito superior técnicamente ao do Peñarol, capaz de se tornar campeão da América na próxima quarta-feira.
Ontem, lendo a coluna do Lédio Carmona no globoesporte.com, um comentário do leitor que se definiu apenas como Gustavo, me chamou a atenção. Ele resumiu em poucas palavras o atual momento do time de Muricy:
"O time do Santos no primeiro semestre do ano passado, era sob medida para os amantes do futebol. Este de hoje, é somente para os que amam o Santos".
sexta-feira, 3 de junho de 2011
[OPINIÃO] FOI MELHOR?
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| O Peñarol se classificou ontem na Argentina. |
No íntimo de cada um deve existir um consenso, indicando o time uruguaio como o preferido para duelar.
O Vélez têm bons valores individuais do meio para frente, o armador Zapata, e os perigosos atacantes Martinez e Santiago Silva. Porém, conta com uma defesa insegura.
Já o Peñarol, tem um sistema defensivo melhor, não joga com três zagueiros, e sim com quatro, como se fossem estacas impedindo a entrada da sua área. Acredito que jogando em casa, pelo menos um destes pilares saiam um pouco, talvez o que atue do lado contrário ao de Neymar. O meio campo joga parecido com este atual do Santos, dando muita proteção, e na frente, o canhoto Martinuccio se movimenta bastante, enquanto o avante Oliveira, com pouca mobilidade, fica centralizado.
Apesar da tradição, também acho preferível enfrentar o Peñarol, desde que o Santos mude a postura de seu meio campo. Caso Ganso possa atuar, mesmo sem ritmo, o problema está praticamente resolvido. O grande problema santista está sendo a posse de bola, coisa que estes jogadores que vem jogando - pelas suas características - jamais irão realizar.
Sem a bola, há um sobrecarregamento da defesa, e os contra-ataques, essenciais nesta decisão, só acontecem na base do chutão. No caso do adversário, que oferece muito pouco esta opção - por estar sempre postada - a situação pode complicar.
Mas, sem dúvida, não enfrentar um time argentino, já é um grande benefício.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
[OPINIÃO] SANTOS NA FINAL ESPERA POR PEÑAROL OU VÉLEZ
O Santos se credenciou agora há pouco à disputar sua quarta final de Libertadores.
Para variar - como já se tornou praxe nesta competição - o time sofreu bastante durante o jogo, apesar da larga vantagem ampliada em 28 minutos de confronto.
Praticamente tudo que estava previsto aconteceu: pressão do Cerro através de jogadas aéreas, o time santista recuado aguardando o contra-ataque, o goleiro Rafael fazendo defesas difíceis, Neymar levando perigo, e Jonathan saindo contundido.
Mas duas coisas fugiram da previsilidade: um gol de Zé Love logo no início do jogo, e uma falha bisonha da defesa adversária. Melhor para o Santos, a imensa vantagem lhe dava totais condições para jogar com tranquilidade.
Não foi o que aconteceu. Dentro de campo os jogadores abdicaram de jogar, ficaram achatados da intermediária para trás, tornando quase impossível o contato com Neymar e Zé Eduardo na frente. Esta postura deve-se a característica dos seus homens de meio campo. Talvez a entrada de Alan Patrick naquele momento, resolvesse o problema.
O Cerro se aproveitou e diminuiu o placar. Num dos poucos contra-ataques veio o terceiro gol. Arouca partiu livre com a bola, percorrendo um longo espaço vazio, do campo de defesa até perto da meia lua adversária, onde estavam Neymar e Zé Eduardo, um de cada lado. Para quem você tocaria? Sim! Arouca também pensou igual, tocou para Neymar que finalizou com perfeição, 3-1.
Na segunda etapa a equipe do Cerro começou apertando, sempre através de bolas aéreas. O Santos seguia recuado demais e sem saída para contra-atacar. Com 15 minutos o jogo se desenhava a feição de Maikon Leite, que só entraria aos 25, após o Cerro chegar ao segundo tento.
A partir deste gol o Santos aceitou a pressão paraguaia, em seguida sofreu o empate, um em bela jogada de Fabbro aos 36, e por pouco não comprometeu sua classificação desnecessariamente.
No final, Neymar teve a chance de dar a vitória ao Santos, ficando cara a cara com o goleiro Barreto. Edu Dracena ainda teve tempo de receber um cartão vermelho e desfalcar o time na primeira partida da decisão. Final, Santos finalista 3, Cerro eliminado, também 3.
Que o Santos tenha aprendido mais uma lição nesta Libertadores.
Para variar - como já se tornou praxe nesta competição - o time sofreu bastante durante o jogo, apesar da larga vantagem ampliada em 28 minutos de confronto.
Praticamente tudo que estava previsto aconteceu: pressão do Cerro através de jogadas aéreas, o time santista recuado aguardando o contra-ataque, o goleiro Rafael fazendo defesas difíceis, Neymar levando perigo, e Jonathan saindo contundido.
Mas duas coisas fugiram da previsilidade: um gol de Zé Love logo no início do jogo, e uma falha bisonha da defesa adversária. Melhor para o Santos, a imensa vantagem lhe dava totais condições para jogar com tranquilidade.
Não foi o que aconteceu. Dentro de campo os jogadores abdicaram de jogar, ficaram achatados da intermediária para trás, tornando quase impossível o contato com Neymar e Zé Eduardo na frente. Esta postura deve-se a característica dos seus homens de meio campo. Talvez a entrada de Alan Patrick naquele momento, resolvesse o problema.
O Cerro se aproveitou e diminuiu o placar. Num dos poucos contra-ataques veio o terceiro gol. Arouca partiu livre com a bola, percorrendo um longo espaço vazio, do campo de defesa até perto da meia lua adversária, onde estavam Neymar e Zé Eduardo, um de cada lado. Para quem você tocaria? Sim! Arouca também pensou igual, tocou para Neymar que finalizou com perfeição, 3-1.
Na segunda etapa a equipe do Cerro começou apertando, sempre através de bolas aéreas. O Santos seguia recuado demais e sem saída para contra-atacar. Com 15 minutos o jogo se desenhava a feição de Maikon Leite, que só entraria aos 25, após o Cerro chegar ao segundo tento.
A partir deste gol o Santos aceitou a pressão paraguaia, em seguida sofreu o empate, um em bela jogada de Fabbro aos 36, e por pouco não comprometeu sua classificação desnecessariamente.
No final, Neymar teve a chance de dar a vitória ao Santos, ficando cara a cara com o goleiro Barreto. Edu Dracena ainda teve tempo de receber um cartão vermelho e desfalcar o time na primeira partida da decisão. Final, Santos finalista 3, Cerro eliminado, também 3.
Que o Santos tenha aprendido mais uma lição nesta Libertadores.
terça-feira, 31 de maio de 2011
[OPINIÃO] O DILEMA DE MURICY
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| Treino do Santos no Paraguai, antes do jogo decisivo. |
Não gosto deste meio campo que Muricy irá repetir no jogo de logo mais, contra o Cerro Porteño. Mas, entendo o dilema enfrentado pelo treinador.
É nítido que Adriano, Arouca, Danilo e Elano, não se completam.
Adriano e Arouca são importantes como primeiro volante, Elano e Danilo rendem mais atuando pelo lado direito, fazendo a famosa dobradinha com o lateral.
Aliás isso, é uma herança de Dunga, que descobriu o esquema, num jogo frente a Argentina, com Daniel Alves fazendo essa função.
Repare que dos quatro citados, apenas Adriano estará amanhã atuando onde rende 100%, ou seja na frente da zaga. Arouca atuará como segundo volante pela direita, Danilo pela esquerda - onde fica torto - e Elano centralizado como armador.
Agora, se coloque no lugar do Muricy?
Você não tem um armador autêntico (Ganso), pode optar por Alan Patrick - que volta de contusão - na posição. Mas quem vai deixar a equipe?
Adriano? Claro que não! Ele tem sido um guerreiro, incendeia o time com sua entrega na marcação. Ainda mais num jogo decisivo fora de casa.
Arouca? Nem pensar! Se Ganso estivesse em condições, seria simples. Era só passá-lo para primeiro volante na vaga do Adriano, que o time não perderia tanto poder de marcação. Mas como não é possível...
Danilo? Como! Ele é o pulmão da equipe, o jogador que marca, se movimenta e ocupa os espaços.
Elano? Seria o mais cotado! Está se arrastando fisicamente, por estar em final de temporada. Mas é experiente, titular e um dos líderes do time.
Então, a saída é se contentar com um setor confuso, sem criatividade, mas com muito poder de marcação. E... torcer muito por Neymar!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
[OPINIÃO] PRESENTE PARA NEYMAR!
Acho que o Santos acertou em cheio trazendo o atacante Borges (foto), mesmo que tardiamente, pois no começo da temporada era notória a carência de um homem de área.
Na verdade, o elenco santista só contava com Keirrison para o comando do ataque, também era verdade, que o jogador já dava mostras que não iria emplacar.
Quem deve ter ficado feliz foi Neymar. Agora, ele terá a companhia de um jogador, que tem tudo para completar com categoria suas jogadas endiabradas.
Zé Eduardo vinha sendo utilizado como segundo atacante, mas teve que atuar como avante, devido a inoperância do jogador revelado pelo Coritiba. O nome de Borges era ventilado como possível reforço para a temporada, só que a diretoria preferiu apostar, e acabou se rendendo um pouco tarde.
A única preocupação é com o comportamento do atleta, que completou 31 anos este mês, visto que desde a época do União São João de Araras, passando pelo Paraná Clube, Japão, São Paulo e Grêmio, vem mostrando problemas de relacionamento com os companheiros.
O meia Marquinhos - que pertence ao Santos - por pouco não atrapalhou a negociação.
Atualmente no Avaí, ele não mostrou interesse em se transferir para o Grêmio, em respeito e amor ao time catarinense. Marquinhos tem todo o direito de não querer ir, mas essa história de ser o maior ídolo de todos os tempos do Avaí, não querer jogar no ano passado contra o time, que tem o sangue azul e outras coisa mais, já cansou!
Fui pesquisar a tal história fabulosa que o meia construiu em Santa Catarina, e constatei o seguinte: foram 188 jogos, entre idas e vinda, desde 1999, onde assinalou 44 gols e ganhou apenas um título estadual com a camisa alvianil, em 2009. Além do Avaí, Marquinhos defendeu outras oito equipes.
Sinceramente, não acho que seja motivo para tanto glamour!
Em tempo, há rumores que o Santos estaria contratando o zagueiro tricolor Alex Silva. Também seria um ótimo reforço, mas o sigilo está sendo guardado, por não ser uma hora adequada. Dracena e Durval estão atravessando grande fase, nesta reta final da Libertadores.
Na verdade, o elenco santista só contava com Keirrison para o comando do ataque, também era verdade, que o jogador já dava mostras que não iria emplacar.
Quem deve ter ficado feliz foi Neymar. Agora, ele terá a companhia de um jogador, que tem tudo para completar com categoria suas jogadas endiabradas.
Zé Eduardo vinha sendo utilizado como segundo atacante, mas teve que atuar como avante, devido a inoperância do jogador revelado pelo Coritiba. O nome de Borges era ventilado como possível reforço para a temporada, só que a diretoria preferiu apostar, e acabou se rendendo um pouco tarde.
A única preocupação é com o comportamento do atleta, que completou 31 anos este mês, visto que desde a época do União São João de Araras, passando pelo Paraná Clube, Japão, São Paulo e Grêmio, vem mostrando problemas de relacionamento com os companheiros.
O meia Marquinhos - que pertence ao Santos - por pouco não atrapalhou a negociação.
Atualmente no Avaí, ele não mostrou interesse em se transferir para o Grêmio, em respeito e amor ao time catarinense. Marquinhos tem todo o direito de não querer ir, mas essa história de ser o maior ídolo de todos os tempos do Avaí, não querer jogar no ano passado contra o time, que tem o sangue azul e outras coisa mais, já cansou!
Fui pesquisar a tal história fabulosa que o meia construiu em Santa Catarina, e constatei o seguinte: foram 188 jogos, entre idas e vinda, desde 1999, onde assinalou 44 gols e ganhou apenas um título estadual com a camisa alvianil, em 2009. Além do Avaí, Marquinhos defendeu outras oito equipes.
Sinceramente, não acho que seja motivo para tanto glamour!
Em tempo, há rumores que o Santos estaria contratando o zagueiro tricolor Alex Silva. Também seria um ótimo reforço, mas o sigilo está sendo guardado, por não ser uma hora adequada. Dracena e Durval estão atravessando grande fase, nesta reta final da Libertadores.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
[OPINIÃO] SANTOS SOBE MAIS UM DEGRAU
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| Neymar novamente foi o principal personagem do jogo. |
O gol logo aos onze minutos, dele, sempre ele, Neymar, tinha tudo para abrir a muralha colombiana, mas não foi o que aconteceu.
Como se nada tivesse acontecido, o Once Caldas continuou congestionando os espaços que o Santos precisava para impor seu jogo.
A equipe colombiana ainda foi premiada com dois fatos inesperados: a contusão de Alan Patrick - não que o meia estivesse bem - mas, pelo motivo do time perder criatividade com mais um volante no meio campo, e o mais importante, chegaram ao empate antes de terminar a primeira etapa.
Com este cenário, a partida acabou ficando perigosa para o Santos. Seu meio de campo esatva confuso, Danilo atuava mais pelo lado direito, Adriano centralizado, Arouca e Elano, não sabiam ao certo quem armava e quem encostava no ataque, com isso o Once passou a ter o domínio da bola, do jeito que as equipes colombianas gostam de jogar.
Se não levavam perigo ao gol santista, eram beneficiados pelo próprio Santos, que não "matava" o jogo. Zé Love desperdiçou duas chances claras. Perto de completar 14 jogos sem marcar, o atacante desabou no campo pedindo substituição, levando a torcida ao delírio.
A partida ia se tornando dramática, pois o Once começava a contra-atacar cada vez com mais perigo, principalmente pelo lado de Léo. Muricy percebeu rápido, conversou com o lateral e colocou Alex Sandro, descansado no setor.
Até que, faltando sete minutos para o final, outra vez aparece Neymar incendeia o jogo. Ele entra pela esquerda, dá uma linda finta no zagueiro, e ao tentar passar pela cobertura é derrubado, pênalti! O astro santista pega a bola, se arruma todo, coloca a camisa para dentro do calção (joga sempre com ela para fora), arruma as mangas, o cabelo, as meias e... deixa o Pacaembu em silêncio, com mais uma cobrança equivocada.
O alívio só viria dez minutos mais tarde com o apito final do árbitro chileno.
Agora, o Santos aguarda o classificado de Cerro Porteño e Jaguares, que jogam amanhã à noite no Chile. Lembrando que a primeira partida terminou empatada em 1-1.
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