Um jogador consagrado em final de carreira, idade avançada, natural mudança no estilo de jogar, torcedores cobrando sua presença em campo, na espera de vê-lo nos melhores momentos da carreira.
Todos estes ingredientes atormentam a cabeça de qualquer treinador.
O caso de Rivaldo (foto) no São Paulo não é diferente, Carpegiani e Adilson Batista tiveram muitos problemas, agora Emerson Leão logo ao assumir já deu a entender em suas entrevistas - antes e após o jogo de sua estreia - que não vai utilizá-lo como alguns querem.
Acredito eu que desta vez o treinador esteja tomando esta atitude com o aval da diretoria, que também por entrelinhas, já manisfestou que não vai renovar o contrato do veterano craque no final do ano. Em outras épocas, tenho certeza que Leão tomaria esta medida por conta própria, mas na atual circustância, somente com o endosso de seus superiores.
Na verdade, Rivaldo está sendo um estorvo para o atual momento tricolor, pois nem os treinadores, nem a alta cúpula estão sabendo usá-lo da melhor maneira. Hoje, diferentemente do seu auge, ele é um jogador de armação, de cadência, ótimo para o time ficar com a posse de bola, tendo sensibilidade para saber a ocasião certa...
CONTRATAQ - É um blog destinado ao futebol, com postagens divididas por cinco tipos: [OPINIÃO] - visão particular para assuntos polêmicos, curiosos ou interessantes; [FICÇÃO] - mistura informação séria com humor, às vezes surreal; [INFO] - traz notícias relevantes; [MEMÓRIA] - traz jogos ou fatos marcantes do futebol brasileiro ou mundial e [CAUSO] - revela situações pitorescas vivídas pelos nossos craques. Todos os textos escritos por Sérgio Dias.
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
[OPINIÃO] DOMINGO DA CARIDADE
Neste domingo, durante a rodada do Campeonato Brasileiro, Rivaldo e Marcos, dois pentacampeões mundiais, foram - mesmo que de forma indireta - "homenageados", um pelo treinador e o outro por companheiros e torcedores.
No Canindé, a "admiração" foi mais light. O Verdão goleava com tranquilidade o lanterna Avaí por 4-0, quando o árbitro assinalou um pênalti em favor do Palmeiras. A torcida e os próprios companheiros pediram para Marcos bater. Visivelmente surpreso, ele hesitou, sendo logo proibído por Felipão.
Uma das histórias contadas por Pepe em seu livro "Bombas de Alegria", exemplifica bem as situações citadas acima. Durante uma excursão daquele fabuloso Santos dos anos 60 ao México, o técnico Lula colocou em campo o já consagrado Tite, faltando cinco minutos para o término. Em final de carreira, seus companheiros torciam para o amigo, quem sabe, fazer ainda um contrato na terra da tequila.
Então, Pelé arrancou do meio de campo driblando a todos, inclusive o goleiro, com o gol aberto, o Rei "preferiu" passar para Tite, que acompanhava o lance. Surpreendentemente, Tite deu um bico na bola para fora do estádio:
- Gol de esmola eu não quero! - disse bravo.
... e o que Rivaldo e Marcos deveriam ter feito ontem.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
[OPINIÃO] COM A DEZ NAS COSTAS, MAS... NO ATAQUE
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| Rogério joga com a 01, enquanto Rivaldo usará a 10. |
Que ele irá vestir a tal camisa, não tenho dúvida!
É correto lhe entregar, pelo passado vitorioso que possui, não há ninguém com mais "bagagem" do que ele no atual elenco tricolor, para usá-la.
Mas, o que Rivaldo demonstrou ao longo de sua carreira, não condiz com as declarações de Carpegiani.
"Ele vai jogar na posição dele, na articulação”, avisa Carpegiani.
Lembro-me que a seleção brasileira, num período que foi da Copa de 98 até à Copa de 2002, também procurava um camisa 10, na época foram feitas várias tentativas com Rivaldo no ápice da carreira, mas não deram certo.
Rivaldo nunca foi um armador, aquele jogador que pensa e organiza, Felipão sentiu isso e teve a felicidade de deixá-lo solto mais à frente, ao lado de Ronaldo em 2002.
Com suas passadas largas, mais perto do gol, aliado ao faro do gol e a boa técnica, apesar de não exibir um futebol vistoso, ele pôde mostrar toda a sua utilidade, seguindo uma carreira brilhante.
Se dentro de campo isso terá que ser resolvido por Carpegiani, que é um excelente profissional, fora das quatro linhas problemas não irão faltar.
Primeiro, o jogador está em litígio com o Bunyodkor, do Uzbequistão, de onde saiu sem obter a liberação e muito menos os salários, Rivaldo não está disposto a abrir mão do dinheiro, em troca da liberdade.
Outro problema, é o seu posto de presidente do Moji Mirim, que disputa a mesma série que o São Paulo.
Apesar das duas equipes já terem se enfrentado, e dificilmente irão se encontrar na fase final, não é nada ética, essa situação.
Vai que o São Paulo dependa de um resultado do time do interior?
Ou outro "grande" necessite...
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