sexta-feira, 20 de abril de 2012

[OPINIÃO] PRESSÃO?

Íbson x Elano
Sinceramente! Não deu para entender a repentina mudança de ideia do técnico Muricy em relação a saída do meia Íbson, para a volta de Elano no meio de campo do Santos.

O treinador agiu corretamente dando oportunidade ao ex-flamenguista, que, com méritos assumiu a titularidade.

Íbson conseguiu dar ao time mais movimentação, além de possuir uma condição física e qualidade para ser mais um a encostar nos atacantes, sem perder força na marcação.

Muricy também vinha sendo correto ao colocar Elano durante os jogos, pois dependendo do andamento da partida, por sua cadência e experiência, o meia tem sua utilidade. Mas quando tudo estava encaixado, eis que que Muricy, sem  dar explicações, anuncia o retorno do veterano meia à equipe titular.

Alguns fatos vinham me causando estranheza. Sempre que Elano entrava durante os jogos, mesmo sem ter tido muito tempo ou uma participação efetiva, era muito elogiado, inclusive pela imprensa. Nos dias que antecederam sua volta ao time titular, surgiu a notícia que o meia despertara interesse do Atlético Mineiro, onde o Santos pagaria uma parte de seus vencimentos na negociação.

Particularmente, creio que houve uma "pressão" que influenciou no retorno do jogador ao quadro titular. Quem perde com isso é o próprio Santos, que já mostrava um jeito de jogar, com muito equilíbrio entre defesa e ataque.

Ontem com o desfalque de Fucile, Muricy optou em deslocar o volante Henrique para o lado direito, colocando Adriano na frente da zaga. Resultado: sem Íbson que dá opções tanto na hora de atacar como na hora de defender, ficou com três jogadores presos (Adriano, Elano e Arouca) e sobrecarregou o craque Paulo Henrique.

Mesmo com adversário todo atrás da linha da bola, o Santos se mostrou uma outra equipe do que vinha sendo. Conseguiu definir o jogo graças a mudança tática e claro, pela qualidade de seus atacantes.

sábado, 14 de abril de 2012

[OPINIÃO] SANTOS 100PRE SANTOS

Cem anos. Este período foi capaz de escrever - talvez - a história mais fascinante que um clube poderia ter. Ninguém imaginava naquele distante 14 de abril de 1912 o que estaria por vir.

Mesmo sem estar situado numa grande cidade, o Santos já dava mostras que se tornaria um time de ponta, fato raro no futebol mundial. Mas o destino não reservava apenas este fato, aos poucos os alvinegros foram ultrapassando fronteiras, e ao completarem 50 anos já haviam conquistado o planeta.

A fábrica de glórias, títulos e craques parece não ter fim. Raios "simples" ou duplos, seguem caindo em Vila Belmiro mantendo acesa toda a magia. O legado deixado pelo clube nestes 100 anos de existência está aí estampado em todas as mídias, pronto para ser degustado.

Números impressionantes, jogos memoráveis, craques inigualáveis e... Pelé.

O futebol agradece, PARABÉNS SANTOS, 100PRE SANTOS !!!

sexta-feira, 16 de março de 2012

[OPINIÃO] OLHOS DE GANSO

Posso dizer que acompanho a trajetória do meia Paulo Henrique Ganso desde sua época nas categorias de base do Santos.

A primeira vez que tive a oportunidade de vê-lo em ação, foi num jogo contra o Juventus no CT da equipe alvinegra, a convite de um amigo.

Cheguei com a partida em andamento. Quando fixei os olhos no campo, a cena que vi foi a seguinte: um garoto magro e alto com a camisa 10 do Santos, apanhou a bola no grande círculo de costas para o adversário, protegeu, girou (ficando de frente para o marcador), colocou a bola entre as pernas do juventino, e partiu com passadas largas tirando os marcadores que se sucediam. Foi parar no bico esquerdo da grande área, quando bateu forte cruzado, a bola se encontrou com a parede lateral da rede adversária. Um golaço !!!

Ali, percebi que o futebol ganharia um grande craque. Demorou um pouco, não foi tão meteórico quanto Neymar. Foi acusado de lento, desligado, preguiçoso na marcação, entre outros adjetivos. É verdade que ele evoluiu, aprendeu a recompor o meio campo e a roubar bolas, pois o resto era inquestionável, apesar dos corneteiros de plantão.

Dentre todas suas qualidades, uma eu gostaria de colocar em pauta: a visão periférica. PH tem o dom de organizar, não tem pressa em dar o último passe. Enquanto faz a bola andar despretenciosamente, está tramando o xeque-mate, e, é ai que entra a tal visão.

Ele sabe exatamente quem está livre pelos lados do campo, ou os buracos que vão se formando a sua frente. Sabe calcular a força necessária e o momento propício para executar o passe fatal.

Sabemos que a visão periférica é algo que pode ser treinado. Imagine então se o meia santista o fizesse? Com certeza seria capaz de perceber a movimentação dos gandulas fora do campo. E quem sabe distinguir os sabores que o sorveteiro carrega no isopor, lá na arquibancada.

Chocolate ou limão ?

segunda-feira, 5 de março de 2012

[OPINIÃO] OS ONZE DE MURICY

O Santos vem dando mostras que está no caminho certo. E nada melhor do que usar o Campeonato Paulista para tal. A confirmação pode vir nesta quarta-feira frente ao Inter.

Muricy teve habilidade para montar seu time titular sem conturbar o ambiente, já que Elano e Leo, que possuem história no clube, "forçavam" suas escalações prejudicando o time. O treinador bancou a recuperação de Íbson e contou com o reforço do experiente Juan, para justificar o afastamento de ambos.

A chegada de Fucille também ajudou a equilibrar a equipe. O lateral uruguaio marca primeiro para depois se lançar ao ataque, facilitando o trabalho do sistema defensivo e ao mesmo tempo dando espaço para Íbson se movimentar na hora de atacar.

O resto do time, talvez com exceção de Henrique que ainda carrega algumas restrições, qualquer criança de cinco anos sabe quem deve atuar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

[OPINIÃO] O GOL DE DEIVID

O mundo se espantou esta semana com o gol perdido por Deivid no clássico carioca, inclusive o filho de cinco anos do próprio atacante.

Salários atrasados cobrados na justiça, tem ligação com o fato?

Nenhum jogador gosta de perder um gol, muito menos quando ele se oferece da forma que ocorreu com o jogador do Flamengo.

Displicência, excesso de confiança, ansiedade, má colocação, pressa, não esperar o que vai acontecer, algo pode ter contribuído com a falha grotesca.

Deivid apesar de não ser um craque, é um jogador útil - hoje menos do que alguns anos atrás - vencedor, dono de uma técnica razoável, veio a público e mostrando personalidade assumiu a culpa.

A exposição na mídia pelo erro visível o "forçou" a tal decisão. E os que não aparecem, não ficam marcados?

Você imagina o omisso Ronaldinho Gaúcho após a desclassificação assumindo tal postura ?

Se todos fossem que nem Deivid !!!

Tudo bem que teríamos poucos gols e muita sátira, mas o futebol seria menos hipócrita.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

[OPINIÃO] VALEM QUANTO PESAM?

Antigamente você comprava pão e só ficava sabendo se valia o que foi pago ao chegar em casa.

No futebol é mais ou menos assim, o clube investe no profissional e em muitas vezes se dá mal.

Até aí nenhuma novidade, isso acontece desde que o futebol nasceu. Mas hoje com os valores exorbitantes que são pagos, esta relação preço-produção salta aos olhos e machuca.

Vejamos o Palmeiras: Felipão prestes a completar dois anos comandando o clube, não produziu nada de efetivo.

O treinador recebe um salário generoso e não consegue sequer dar um padrão aos seus comandados.

Até agora foram muitas polêmicas, reclamações, indicações erradas e atritos internos, tratados de forma externa.

Ainda no Verdão encontramos o titularíssimo Valdívia, reserva da seleção chilena, recontratado através de um parcelamento que deve durar até 2015, com cifras gigantescas. Envolvido em confusões fora de campo, dentro - O Mago - sofre com contusões seguidas. Títulos que é bom: apenas um Paulista.

Pelos lados de Vila Belmiro a coisa não é diferente. O clube vai pagar salários ao goleiro Fabio Costa até 2013, graças a um contrato "inteligente" feito pelo clube. Que também se esforçou para trazer Henrique (foto) do Cruzeiro e com convocações para a seleção brasileira.

Até agora o jogador vem mostrando um futebol discretíssimo a ponto de praticamente não ser notado em campo. Na última partida frente ao Palmeiras até que teve seu nome mais pronunciado pelos narradores.

É que também tinha um Henrique do outro lado !!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

[CAUSO] 40 DE LAMBUJA

Manga (a dir.) aqui jogando com Garrincha.
O jornalista Sandro Moreyra, que por anos escreveu para a revista Placar, tinha várias histórias do folclórico goleiro Manga.

Esta é uma delas:

Sentado ao lado da esposa do presidente de seu clube, o goleiro Manga estava todo deslocado.

Não sendo homem de salões e muito menos de conversas com senhoras finas, estava encabuladíssimo e sem assunto.

Angustiado, buscava conversa, quando vê no fundo de um corredor uma mesa de bilhar. Era sua tábua de salvação, e muito sério perguntou a senhora:

"Por acaso a madame joga sinuca?"
"Não", horrorizou-se a dama.
"Então te dou 40 pontos. Vamos lá?"

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

[FICÇÃO) SEPARADOS NA MATERNIDADE (18)

Gil Baiano
Cortês


Quem foi ao Morumbi ontem assistir São Paulo e Botafogo de Ribeirão Preto, em alguns momentos não sabiam com que uniforme o Tricolor da Capital estava jogando. Se era o número um ou o número dois.

A dúvida surgia quando Gil Baiano (volante botafoguense) ou Cortês (lateral do São Paulo) pegavam na bola.

domingo, 22 de janeiro de 2012

[OPINIÃO] PRIMEIRAS DE 2012

Nomes Conhecidos

Na escalação do Mirassol que enfrentou o Corinthians ontem, me deparei com alguns nomes conhecidos. Primeiro, Sérgio Manoel no meio campo, com certeza não é o ótimo meia canhoto que começou no Santos em seguida marcando época no Botafogo e Alex Silva não é o zagueiro que está em litígio com o Flamengo.

Depois, ainda no meio de campo aparece o nome Xuxa, que também não corresponde a apresentadora global e nem do nadador. Por fim, outro nome me chama a atenção: Márcio Careca. Este sim, se trata do lateral esquerdo que já atuou em 80% dos times brasileiros. Difícil achar um clube em que não tenha atuado. Incrível !

Copinha

Mais uma vez Narciso chega à uma final de Copa São Paulo. Desta vez dirigindo outro alvinegro, o de Parque São Jorge. Narciso, apesar de ter conquistado vários títulos como treinador da base, ainda não conseguiu levantar uma Taça São Paulo. O que pode ocorrer agora em 2012 contra o Fluminense.

Nos últimos anos mesmo sem conquistar este torneio, o Santos revelou inúmeros jogadores, período em que Narciso trabalhava no clube. Em contrapartida o Timão vem colecionando ultimamente várias taças deste torneio, mas não tem revelado muitos craques.

Lulinha despontou como tal sem confirmar até hoje essa condição, já Lucas (hoje no São Paulo) surgiu com a camisa corintiana como Marcelinho e acabou saíndo sem render frutos ao Timão.

Luxa x Ronaldinho

O clima na Gávea não é bom desde a pré-temporada realizada em Londrina. Salários atrasados, choque de égos, indisciplina, são alguns dos motivos. A situação refletiu dentro de campo no amistoso contra o Corinthians. Os dois principais personagens da crise, Ronaldinho e Luxemburgo, são exatamente os que mais vem atrapalhando o time dentro das quatro linhas.

O treinador, como de praxe nos útimos anos, faz vistas grossas aos jovens com potencial visível a olho nu, preterindo-os por jogadores rodados e sem mobilidade. A safra atual do flamengo é excelente, não será surpresa nomes como Adryan e Thomás, despontarem rapidamente sem a presença de Luxa no comando. Sem contar Muralha, Negueba, Luis Antônio, que recebem timídas oportunidades.

Já Ronaldinho um dos pivôs da crise, reclama de seus vencimentos como se não soubesse que isso iria acontecer quando optou pelo time carioca. Segue se comportando - tanto fora como dentro de campo - da mesma forma dos últimos anos, ou seja, sem comprometimento e rendimento algum.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

[FICÇÃO] NAVEGAR É PRECISO, VERDÃO VAI DE BARCOS

O Verdão segue buscando os desejados "camarões".

Já comprou Barcos, agora só falta começar a pesca.

Isso que é planejamento !!!

Vamos conhecer um pouco do mais recente reforço do Palmeiras.




FICHA TÉCNICA

Nome: Barcos

Posição: Atracante

Times: Começou sua carreira no Remo, em seguida foi negociado com o Porto onde ficou encostado. Ainda em Portugal defendeu o Marítimo, antes de navegar para o Palmeiras.

Características: A principal é dar o "bote" nos zagueiros adversários, também consegue flutuar muito bem, tanto na frente com atrás.

BATE-BOLA

Música: O Barquinho

Filme: Titanic

Passatempo: Pescar

Sonho de Consumo: Ter um Iate

Melhor parceiro de ataque: Vela (atualmente no Real Sociedad)

sábado, 14 de janeiro de 2012

UM (M)ANO E SEIS ME(NE)ZES

Já se vão dezoito meses desde a tão falada renovação - normal após um fiasco - anunciada com a chegada de Mano Menezes, e ainda estamos na estaca zero.
 
Futebol pobre, sem esboço algum no que se diz respeito a padrão de jogo, numerosas convocações (muitas desnecessárias), entre outros equívocos, tudo fruto de um planejamento atrapalhado.

Claro que Mano não é o principal culpado. O treinador é obrigado a passar por saias-justas, tentando justificar os mandos e desmandos de seu patrão.
 
Situações constrangedoras vão aparecendo pela frente, amistosos sem nexo, anexados a ordens: "Neste jogo você só pode usar atletas que jogam no Brasil", "Neste só estrangeiros", "Agora só com idade olímpica", e por aí vai.

Massacrado pela imprensa, o técnico tenta mostrar por A mais B que tudo faz parte de um planejamento, que prevê experiências, mesclas de jovens com jogadores mais rodados, observações e etc. Em breve chegarão ordens para se convocar somente atletas que jogam em times com camisas vermelhas, depois com brancas, em ordem alfabética também, quem sabe?

Muitos podem achar que isto é um problema do formato atual do futebol, mas a contribuição dada pela CBF com tabelas de campeonatos estúpidos e sem a mínima preocupação com a famosa Data FIFA, é de tirar o chapéu.

Além desses problemas nossa seleção não participará das Eliminatórias, o que na minha opinião é prejudicial, ainda mais com os critérios da CBF para escolhas de amistosos preparatórios. Além da fraca condição técnica dos adversários, os jogos são sempre fora do país. Uma incoerência, sabendo que jogaremos a Copa em casa.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

[INFO] TEMPORADA NOVA, NOTÍCIAS...

Um novo ano se inicia, e no futebol não é diferente. A temporada 2012 chega com muitas especulações e pouquíssimas novidades.

Vejamos: Adriano envolvido em polêmicas; Ganso, DIS e Santos trocando farpas; jogadores que estão no "gelado" futebol russo, ucraniano e adjacências, implorando para voltar ao Brasil; clubes reclamando do alto valor pedido pelos agentes dos atletas, e por aí vai...

No caso do Imperador a situação parece bem complicada. Se, ao que tudo indica, está livre das acusações que lhes são imputadas, não me parece estar livre do excesso de peso. O Corinthians, sem contá-lo, já conta com um bom número de ótimos atacantes, sendo assim não seria nenhuma novidade o atacante ter que trocar de ares. Uma nova novela vem pela frente?

Quanto a confusão envolvendo Ganso, confesso que não gosto de falar sobre valores, porcentagens e etc, mas acho fora de hora essa história da DIS e do próprio jogador quererem vender um pedaço do "bolo".

Se uns parecem estarem dispostos a deixar o país, outros não veem a hora de voltar. Assinam contratos longos e em pouco tempo sonham com o retorno. Pretendido pelo Palmeiras, Diego Tardelli declarou que se arrependeu de ir para o futebol russo. Enquanto o volante Christian (foto) com contrato vigente na Turquia, faz campanha através da internet pedindo o retorno ao Timão. Pode?

No vai-e-vem do mercado valores inflacionados dificultam contratações. O troca-troca uma antiga solução, hoje não satisfaz mais. Dirigentes ficam apovorados com um possível erro e acabam rechaçando qualquer possibilidade.

O jeito é contratar. Montillo que seria a solução do São Paulo, tenta acertar com o Corinthians. O Palmeiras segue com dificuldades para se reforçar, pois o temor da torcida sedenta por títulos afasta o interesse de atletas de bom nivel.

Por enquanto é isso, apenas mais do mesmo !!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] BAQUE E LONA

O vice-campeonato seria normal. Perder da melhor equipe do mundo atualmente, e uma das melhores de todos os tempos, não causa nenhuma surpresa.

A aposta para surpreender os bicho-papões era a ousadia e a individualidade do jogador brasileiro. E acostumados a enfrentar times europeus, um possível choque causado pela escola sulamericana, também poderia ajudar o Santos.

Cada treinador teve tempo para estudar uma forma de neutralizar o que cada time oferecia de mais perigoso. Guardiola obviamente não queria que a bola chegasse à Neymar. Por sua vez, Muricy propôs paciência ao toque de bola exaustivo dos espanhóis. Na teoria era quase isso.

Na prática o Barcelona entrou impondo o que faz regularmente, ou seja, posse de bola e sem ela diminuir os espaços, afim de sufocar o adversário e retomá-la. Até aí nenhuma surpresa, ou quase nenhuma, pois a escolha feita por Muricy entrando com três zagueiros consequentemente tirando um homem do meio campo, não condiz com sua estratégia.

Perder um jogador na zona onde o Barcelona fica a maior parte do tempo é suicídio. Se de outra forma eles trabalhariam do meio de campo até a intermediária, assim, eles passaram a ocupar da intermediária à linha de fundo. Além do perigo iminente, seu time quando retomava a bola já era sufocado desde a grande área.

Perder de quatro com a postura que está acostumado, não mudaria o discurso da derrota (perdemos para os melhores e etc), mas com certeza seria mesmo frustante.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] O ÚLTIMO ATO

O tão decantado confronto entre Santos e Barcelona, por consequência o encontro de Messi e Neymar, finalmente está confirmado.

Melhores, calcados em números frios e em exibições calorosas dentro das quatro linhas, clubes e craques, tem 90 minutos para, enfim medirem forças.

Favorita, a equipe catalã mostra ao mundo um intrigante e indecifrável modo de jogar. Baseado num volume assustador de posse de bola e numa recomposição automática do seu sistema defensivo. Do outro lado o Santos, imprevisível, carregando a marca do futebol brasileiro, sem um padrão definido, mas com talentos extra-séries, capazes de desembaraçarem qualquer tipo de situação complexa.

Deveremos assistir no domingo o quadro espanhol iniciando as jogadas com o seu famoso toque de bola até a intermediária santista. Por sua vez, o Santos ao retomar a bola ficará sufocado pela marcação adversária e provavelmente num espaço reduzido imposto pelos adversários.

Se isto acontecer as chances do troféu seguir para a Espanha são enormes. Claro que Muricy e os jogadores sabem disso. Aceitar somente, os levará à forca.  O aviso não é direto, é suave, eles vão te levando para a câmara de gás ou a cadeira elétrica, matadouro, como queiram, sem você preceber.

Marcar a saída de bola? Agredir? E quando estivermos com a bola? Esta última questão é sem dúvida o maior problema das vítimas espanholas. Criou-se um mito, qualquer criança ao vê-los jogando nota e se impressiona com tal fato. Então, quando se retoma a bola, fica o trauma. O que fazer agora?

O Santos tem Arouca, um jogador que recebe a bola dos zagueiros - num local aonde teoricamente dá para respirar - e sabe como poucos sair tocando e se projetando por trás, sem marcação, como elemento surpresa. Quem sabe isso não possa desestabilizar o agrupamento espanhol?

Há um mês, o Barcelona foi surpreendido pelo modesto Getafe em Madrid pela contagem mínima. Após o jogo o treinador vitorioso disse que: inversões de jogadas funcionaram, a ponto de em alguns momentos desorganizar o time catalão. O Santos tem a visão privilegiada de Ganso, atraí-los para o lado do campo e inverter inesperadamente a bola, talvez funcione?

As respostas serão conhecidas somente no domingo. O que irá realmente pesar, será a entrega, o comprometimento, o talento, o equilíbrio emocional, a personalidade, a percepção e a correção rápida de problemas surgidos durante o jogo. Que vença o melhor !!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] DEVER CUMPRIDO

Neymar abre o placar com um golaço.
Enganou-se quem achava que seria fácil a passagem do Santos para a grande final do Mundial de Clubes.

Jogar contra uma escola que vem crescendo muito nos últimos anos, tendo que controlar a ansiedade da estreia e o peso do favoritismo, claramente não seria uma tarefa fácil.

O Santos ao meu modo de ver atuou de forma correta. Atraiu o adversário para o seu campo, fazendo-os se sentirem confiantes, pois sabia da fragilidade defensiva dos japoneses e de seu contra-ataque mortal. Com isso, em 25 minutos o jogo estava praticamente definido.

A partir daí houve um relaxamento natural, onde alguns jogadores nitidamente passaram a se preservar evitando contusões musculares. Atrás no placar, sem nada a perder e com a marcação afrouxada do Santos, os japoneses passaram a incomodar, conseguindo penetrar na defesa santista. O gol, numa falha grosseira de Henrique, fez o Santos acordar. Tanto que não demorou 10 minutos para que a vantagem de dois gols voltasse.

Achei uma estreia convincente, apesar da equipe ter mostrado problemas. Mas como Muricy falou após o jogo, a marcação e a entrega serão totalmente diferentes no domingo. Acho também que o treinador santista deve manter Durval na lateral, apesar de algumas turbulências acontecidas no setor. Quanto a manutenção de Elano na equipe, não estou tão convicto assim.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] CHEGOU A HORA

Ganso e Dracena de olho no Kashiwa.
Voltar do Japão com a terceira estrela será uma tarefa dificílima para o Santos.

Óbvio que isso não é nenhuma novidade, mas os fatos dos últimos dias vem conspirando ainda mais à favor da dificuldade.

Primeiro o adversário. Uma equipe embalada com o título nacional conquistado a poucos dias, que jogará com uma multidão lhe empurrando para o que todos consideram impossível.

Se não bastasse isso, surgem problemas internos, desta vez não foi o Corinthians o destino de Ganso. Os personagens são os mesmos que sempre aparecem às vésperas de jogos decisivos, e às consequências agora podem ser reais.

Em todo caso percebo o grupo ciente dos obstáculos que surgiram, nota-se que ninguém está pensando no Barcelona, nem poderia ser diferente. Se em campeonatos regionais os adversários pequenos são respeitados quando antecedem um clássico no fim de semana, por que este jogo seria tido como barbada?

Bom, vamos falar um pouco da estreia. Muricy, como já havia revelado, manteve Durval na lateral. Se, no começo todos achavam loucura, pois de lateral esquerdo Durval só tinha a perna, no momento se torna primordial sua presença no setor, ainda mais depois da ausência de Adriano.

No meio - por falta de boas opções - o treinador optou por Elano. O problema, além da má fase técnica e falta de ritmo, o escolhido rende mais exatamente no mesmo setor do discreto Henrique, os dois acabam ocupando o mesmo espaço sem muita eficiência.

Arouca sim pode ser o diferencial, atuando como primeiro volante tem tudo para desmontar esquemas adversários. Mais perto dos zagueiros ele é qualificado para começar as jogadas vindo de trás e aparecendo como elemento surpresa. Para isso Elano e Henrique tem que ficar na proteção, para evitar contra-ataques.

Do meio para frente, se Ganso mostrar todo o seu potencial, Borges e principalmente Neymar terão seus trabalhos facilitados.

sábado, 10 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] PRIMEIRO PASSO: ACHAR A MELHOR FORMAÇÃO

Muricy: uma dúvida
A princípio Muricy só tem uma dúvida, e ela reside no meio de campo. Elano, Íbson e Alan Kardec, este último uma opção que alteraria o sistema tático, lutam por uma vaga.

Elano carrega à seu favor na bagagem, os bons serviços prestados em anos de clube. Se bem que isso não pesa muito na balança do treinador.

O que deve contar sim, é a má fase técnica e física do jogador, aliado a falta de ritmo, consequência do período em que ficou afastado do time por contusão.

Já o antigo Íbson, aquele que defendeu o Flamengo antes de se transferir para o exterior, seria sem dúvida o nome mais correto para ocupar esta posição carente. O problema, é que hoje ele não é nem sombra daquele motorzinho que impulsionou os rubro-negros ao título brasileiro.

A outra opção - Alan Kardec - muda muito o jeito do time atuar. Logo na sua chegada, ele jogou como um terceiro atacante, e até surtiu o efeito desejado. Mas com o passar dos jogos o rendimento caiu. Alan seria mais útil entrando no decorrer do jogo, numa eventual necessidade de se alçar bolas na área.

Outro fator que acho prejudicial caso o avante seja escolhido como titular, é deixar o ataque muito congestionado, tirando os espaços de Borges e principalmente de Neymar.

Como se percebe vai ser difícil para Muricy sanar este problema. A perda de Adriano trouxe um prejuízo enorme. Resta torcer para que o treinador acerte na sua escolha, e o principal: que o jogador escolhido se supere e dê conta do recado.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] MEU ADEUS AO DOUTOR

Só um gesto, só um estilo, único, corrida na ponta dos pés, um calcanhar mágico, um toque refinado para um físico incompatível. Só um reuniu tudo isso, só um craque, só...crates.

Deixaste os males te consumir, fizeste adversários ficarem tontos com suas  jogadas improváveis, fizeste perderem o fôlego com gols inesquecíveis.

Estiveste sempre a frente do seu tempo, dentro e fora do campo. Começaste tarde. Quando explodiste, Pelé já era bicampeão mundial, já se aproximava do milésimo gol, Neymar será ainda mais Neymar. Mesmo assim marcaste uma geração, marcaste uma nação, colocaste seu nome entre os monstros sagrados da bola.

O Doutor nos deixou a receita há muito tempo. Mas o futebol atual se acha moderno demais, não absorve a sabedoria de seus craques do passado, os acham ultrapassados, desdenham. Os valores astronômicos que multiplicam fazem alguns se sentirem acima do bem e do mal.

Azar do futebol, entregue em mãos erradas, em alguns pés certos, e em mentes gananciosas. O Doutor mostrou o caminho: confiança, cumplicidade, inteligência, troca, entre outros ensinamentos. Isso no liquidificador, refletiu com vitórias dentro das quatro linhas e transparência fora delas. Não a hipocresia de hoje.

Obrigado, Doutor !!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

[OPINIÃO] DOUTOR EU NÃO ME ENGANO...


Homenagem à Sócrates antes do clássico. (Foto: Léo Pinheiro)

O domingo começou triste com a perda de Sócrates Brasileiro, talvez o maior ídolo corinthiano de todos os tempos.

Algumas horas depois, sua equipe de coração entraria em campo para confirmar o que parecia praticamente certo.

E não deu outra, enganou-se quem achava que o Corinthians pudesse perder o campeonato.

A conquista quebra a hegemonia carioca, que após atravessar uma fase muito ruim no início da era de pontos corridos, vinha dominando esta competição nacional.

Méritos não faltaram para o Timão. O começo de campeonato arrasador acabou sendo determinante, a habilidade de Tite em contornar problemas internos ou de pressão externa - e não foram poucos - também contribuiram e muito para esta conquista.

Após a desclassificação da pré-Libertadores, culminando com às saídas de Ronaldo e Roberto Carlos, o futuro do time na temporada se projetava de maneira desastrosa. Mas vieram os acertos, como a contratação de Liédson - fundamental na arrancada inicial - a aposta em William, que aos poucos foi arrumando um lugar na equipe.

Recentemente o afastamento de Chicão, até então capitão e intocável, também pesou positivamente. Além de melhorar o sistema defensivo com a entrada de Paulo André, o grupo ficou mais fechado e unido com o treinador.

Se nestas últimas partidas o time mostrou um futebol sem brilho, em compensação apresentou a velha e conhecida garra corinthiana, a mesma de 77 ou de 90 por exemplo. Os resultados vieram sempre que havia necessidade, e a conquista chegou na última rodada com merecimento.

Mais uma vez o Doutor não se enganou, e o coração corinthiano de milhões de torcedores, está pulsando mais do que nunca !!!

Parabéns ao Corinthians, cinco vezes campeão do brasileiro.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

[OPINIÃO] EPÍLOGO

Ficou realmente para a última rodada o desfecho deste Campeonato Brasileiro. Tanto para a cvereja do bolo - o título máximo - quanto no que tange a definição dos classificados para a Libertadores ou entre os rebaixados.

Domingo passado o Corinthians curtiu por alguns segundos o sabor da conquista antecipada, mas como quase sempre acontece nestas rodadas derradeiras, um gol no clássico carioca reascenderam às esperanças cruzmaltinas.

Acredito que nos noventa minutos que restantes, muitas coisas irão acontecer. Corinthians e Vasco trocarão de posições algumas vezes, o Cruzeiro irá descer e se manter na Série A, a Libertadores terá vários indicados, até o apito final.

Fora de campo para variar, seguem acontecendo fatos que cheiram perseguição. O São Paulo que ainda luta por uma vaga no principal torneio sulamericano, teve seu mando de campo simplesmente alterado para o interior do Estado, sob pretexto de que não é aconselhável a realização de dois clássicos na capital paulista ao mesmo tempo.

Isso já é sabido há anos! Bastava confeccionar a tabela colocando o clássico que envolve o Santos na última rodada, aqui em nossa cidade. Simples, não.

Só faltou a CBF ter obrigado a equipe santista, a entrar com sua equipe titular contra o Tricolor.